Fundo faz parte dos cerca de 8% dos detentores de títulos argentinos que não aceitaram a reestruturação da dívida do país vizinho em 2005 e 2010

Como a crise começou?

Em 1991, a Argentina lançou o Plano de Conversibilidade, para zerar a alta inflação: um peso valia US$ 1. Para crescer, o país se endividou

O que são os títulos cobrados?

Durante crise econômica, em 2001, o país parou de pagar as dívidas. Parte delas era na forma de títulos -papéis que o governo oferece para se financiar

Houve renegociação da dívida?

Em 2005 e 2010, a Argentina procurou os credores e ofereceu valores menores e novos prazos de pagamento. A maioria (92%) aceitou receber menos

E os que não renegociaram?

Os que não aceitaram - e detinham 8% dos papéis- venderam os títulos a fundos "abutres", que compram dívidas não honradas por valores menores

E a derrota na Justiça dos EUA?

Em 16.jun, um desses fundos "abutres", o NML, venceu uma disputa com o governo nos EUA. A Argentina tem de pagar o valor integral mais juros e

multas: US$ 1,3 bi

Quais as consequências disso?

Essa decisão pode se estender aos outros credores que também não renegociaram, o que elevaria a dívida a US$ 15 bi (mas o país só tem cerca de

US$ 30 bi de reservas)

O que foi decidido nesta quarta-feira?

Não houve acordo entre o governo argentino e os fundos em litígio. O mediador

que representa esses fundos disse que calote é "iminente"

O que pode acontecer agora?

Um possível calote pode abalar a confiança dos investidores e dificultar novos empréstimos. País pode perder ainda mais competitividade

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