Viva Bauru 2014

Big Bolo atinge a sua "maioridade"

Bruna Dias e Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Hoje é dia de festa de aniversário e nesse tipo de comemoração não pode faltar um delicioso bolo. Nos 118 anos de Bauru e 47 anos de Jornal da Cidade, a população vai até o anfiteatro comemorar em conjunto e saborear a guloseima de 1,5 tonelada. Quem passa por lá, mal sabe como todo o processo é feito e que o Big Bolo também completa 18 anos de criação.

Éder Azevedo

Delícia de hoje é fruto do trabalho de ontem: o pessoal do Senai colocou, literalmente, mão na mass

O presidente do Sindicato da Panificação de Bauru (Sindpan), Evaristo Gonzales, fez uma retrospectiva à reportagem do JC, relembrando com carinho como o surgiu a ideia de confeccionar um bolo gigante para que a população pudesse degustar com alegria e compartilhar desta festa.

“A ideia foi criada no centenário de Bauru. Iria acontecer a megafesta e sugeriu-se fazer o Big Bolo. Pensei: como vou fazer? Naquela época, uma empresa tinha lançado o brigadeiro e o beijinho já prontos. Liguei para o diretor, pedi a doação e ele ainda doou a cobertura de chocolate”, conta.

Para fazer a massa, foi montada uma força-tarefa. Dez panificadoras ficaram encarregadas de confeccionar 70 placas de pão de ló, um total de 700 unidades. “Foi tudo meio improvisado na época, apesar de calculado, porque era a primeira vez. Nunca tínhamos feito um bolo gigante. Posicionamos mesas comuns mesmo, montamos o bolo lá e ainda ganhamos doação de refrigerantes para distribuir para a população. Um momento de muita alegria”, completou.

O Big Bolo ficou “descansando” alguns anos, mas, nos 110 anos de Bauru, ele reapareceu para a alegria de todos e, desta vez, para ficar. Dois anos depois, foi totalmente remodelado: hoje o recheio é de doce de leite e chocolate, com cobertura de coco branco. “Fomos aprimorando e levando em consideração o gosto das crianças também”, explicou Evaristo.

Carinho

O presidente do Sindpan confessa que o processo é trabalhoso, mas define o resultado como inexplicável. “São muitos voluntários envolvidos. É um processo muito trabalhoso, cansativo, mas muito gratificante. Enquanto Deus me der saúde, quero continuar fazendo. Tenho um carinho enorme por Bauru. Foi a cidade onde constituí minha família e criei meus filhos. Não acredito que aconteçam festas como esta em outras cidades no Brasil”.

Este ano, o Big Bolo terá 1,5 tonelada e renderá 25 mil pedaços. Um doce do tamanho da megafesta que a cidade merece e terá.


Preparo

O preparo da massa é a parte mais demorada de todo o processo de montagem do bolo. A mistura de ovos, água, açúcar e farinha é adicionada a uma batedeira industrial, de onde saem 4,8 quilos de massa pronta.

Essa massa é despejada em quatro formas de 60 por 40 centímetros, forradas com papel manteiga. O tempo exato de forno é 40 minutos. Em seguida, as placas passam por um processo de resfriamento, são embaladas e armazenadas à temperatura de 12 graus.

Pouco antes das 9h de hoje, um caminhão do JC passará tanto no Senai quanto no Sindicato das Panificadoras de Bauru e região, cujos estabelecimentos ficaram responsáveis pela elaboração de outras 200 formas, para encaminhar as placas até o Vitória Régia. No Parque, todos aqueles que ajudaram a fazer a massa de pão de ló participarão do processo mais gostoso, que é o de rechear o doce gigante e inserir a cobertura.


Conhecimento

Além de ter a oportunidade de colaborar para as comemorações de uma das datas mais importante para Bauru e para o JC, as estudantes do curso de panificação e confeitaria do Senai colocam em prática tudo o que aprenderam durante a capacitação. “Elas criam uma prática e conhecem a rotina de uma confeitaria que trabalha com grandes volumes de produção. Portanto, é uma experiência maravilhosa para as alunas”, explica a professora Ana Paula de Jesus Santos.

Cristiane Nakaya de Lisboa, 31 anos, e Adriana Maria Trevisan Amaro, 43, são estudantes do curso e concordam com a posição da professora. “Todo mundo aqui tem experiência na área, mas sempre trabalhou em estabelecimentos cuja produção é pequena. Com a colaboração para a montagem do Big Bolo, nós ajudamos e aprendemos também. Não vejo a hora de ver o grande doce prontinho”, conclui Cristiane.

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