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Festa para todos no Vitória Régia


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Uma manhã de sábado repleta de atividades no principal cartão postal de Bauru. O Parque Vitória Régia atraiu centenas de pessoas ontem para comemorar os 118 anos da cidade e os 47 anos do Jornal da Cidade. De longe, as tradicionais pipas coloriram o céu e ilustraram um pouco do cenário da tradicional festa Viva Bauru. Os integrantes do Jeep Club foram os primeiros a estacionar no Parque. Eles, que realizam um trabalho social importante na cidade com a distribuição de cestas básicas, salientaram a importância de integrar o evento, do qual já participam há três anos.

 

Para o jipeiro Wagner Lopes França, 67 anos, é extremamente importante fazer parte das comemorações do aniversário da cidade. “Queremos estar aqui para colaborar, para mostrar o que a cidade tem. A grandiosidade da festa e a curiosidade das crianças animadas pedindo para tirar foto, nos estimula a vir aqui todos os anos. É muito bom poder falar sobre esse nosso hobby e uma oportunidade de contar nossas histórias das trilhas”.

 

As pipas atraíram a jovem família do auxiliar de produção Luis Henrique Rocha, de 30 anos, que foi ao parque com a esposa Aline dos Santos Rocha e o pequeno Luis Gabriel Santos Rocha, de apenas 1 ano. “Quando eu era criança sempre vinha soltar pipa, agora, chegou a vez de trazer o meu filho”, frisou o pai.

 

Salão de beleza

 

Além da ampla área gastronômica e das diversas atividades da festa, um mini salão de beleza estava instalado na área verde do parque para atender gratuitamente e mostrar técnicas de trança afro. A pequena Júlia Gabriele Elizabeth, de 10 anos, aproveitou para se render às tranças, uma técnica recente conhecida como “Nagô”.

 

Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Marinha também levaram unidades móveis para mostrar um pouco do trabalho que realizam para os bauruenses. “Nós, da Marinha, especificadamente, ficamos sediados em Barra Bonita, mas é importante trazermos um motor home para divulgar um pouco do nosso trabalho que promovemos nos rios da região” salientou o sargento da Marinha, Samuel Figueira Pinho.

 

Novidade

 

O venezuelano Lisando La Rosa, de 44 anos, trabalha como engenheiro mecânico e estuda em uma universidade bauruense, e afirma que já adotou Bauru como sua. Ele vive aqui com a família há apenas dois anos. Esta foi a primeira vez que o estrangeiro foi à festa de aniversário da cidade, e aproveitou para levar a filha Paulina La Rosa Braccio, de 3 anos.

 

“Bauru é uma cidade encantadora. As pessoas são muito amáveis. Estou gostando muito desta festa, é muito bonita, eu vim aproveitar para ensinar a minha filha a soltar papagaio, que também é muito comum na Venezuela.”

 

Questionado sobre o tradicional sanduíche bauru, ele disse que tinha muita curiosidade em provar o lanche que leva o nome da cidade. “Nunca experimentei, mas hoje, vou experimentar com toda certeza”, afirmou.

 

‘Foi o melhor lanche que já comi’, diz garoto

 

Victor Gabriel Hidalgo Luquini, de apenas 9 anos, provou pela primeira vez o tradicional sanduíche bauru. A expressão de felicidade em seu rosto na primeira mordida mostrou que o lanche foi realmente aprovado pelo pequeno. “Foi o melhor lanche que já comi”, disse.

 

O aposentado José Machietto Netto, de 90 anos, que vive em Bauru há 75 anos, também viveu esta experiência ontem. Ele nunca tinha provado o sabor do legítimo bauru. “Adorei, agora vou comer sempre. Não imaginava que a festa era tão bonita, estou gostando muito”.

 

Atrações gratuitas contemplam crianças de várias idades

 

A festa de aniversário de Bauru não se resume ao sanduíche, bolo e shows. O evento contempla pessoas de todas as idades e gostos. As atividades voltadas para as crianças, embelezamentos, artesanato, brinquedos e exposições atraíram olhares com ‘sabor’ de curiosidade. Gente que nem era nascida quando os modelos foram lançados foram conhecer os carros que, um dia, circularam pela cidade como “último tipo”. Mas foi o dia quente, típico da terrinha, que mais cooperou com a presença maciça de público no cartão postal da cidade. 

 

Vinicius Balderramas e Fran Kamiya levaram os filhos para passear. Mas foi Murilo, de 3 anos, que direcionou a família para a exposição de carros antigos. “Nós moramos em apartamento e como eu gosto de carros, pedi ao meu pai para me trazer.” As pipas que tomavam o espaço aéreo e a exposição do Corpo de Bombeiros também seriam visitadas pela família.  

 

O campo de futebol de espuma, a cama elástica e os demais brinquedos que podiam ser usados a vontade sem pagamento algum, chamou a atenção dos afoitos por diversão. Isabel Cristina de Oliveira levou o filho Pedro Henrique de Oliveira, 7 anos, para brincar na cama elástica e enfrentou fila. 

 

Cidade mirim

 

A cidade mirim atraiu os pequeninos para aprender um pouco do trânsito com suas bicicletas. Os alunos do curso de cabeleireiro e barbeiro cuidaram daqueles que queriam mudar o visual. bairro Nova Bauru para cortar o cabelo. As tesouras de Eliane Leodoro deixaram o menino com um ar de “falso moicano”. Tudo sob a supervisão de Jucivaldo Passos. 

 

Piquenique no parque e rosto pintado

 

Valéria Nonato Santana juntou a família e foi para o parque passar o dia. A iniciativa agregou mais de 30 pessoas que partiram para a diversão. Cada um para um lado em busca daquilo que mais atraía. O ponto de encontro foi uma enorme árvore, onde parte dos parentes ficou curtindo a sombra. “Vamos ficar até começar os shows.” 

 

A família Gabrialovibch saiu da Granja Cecília para passar o dia no parque. “Nós viemos trazer as crianças para brincar, e como está muito bacana, resolvemos ficar”, disse Alexandre. 

 

Brincadeiras não faltaram para aqueles que prestigiaram o evento. O Sesi tratou de fazer com que as crianças pintassem o rosto no estilo que queriam. Rhyan Turcato, 3 anos, disse que estava pintado de Telecoteco. Giovana Fracalossi, 10 anos, foi pintada por Lucas Gustavo Jung. Já Beatriz Diman Lazari, 12 anos, do Sesi Horto Florestal, explicou sobre os tipos de robôs. 

 

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