Tribuna do Leitor

Praça Rui Barbosa x abandono


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Sou leitor assíduo desta respeitada coluna. Em 31/07/2014 verificamos sobre a reclamação do sr. José R. Manzato, referente à situação da nossa histórica Praça Rui Barbosa e compartilho plenamente de suas impressões. Cotidianamente faço este trajeto e o que constatamos é um verdadeiro descaso de todas as autoridades envolvidas na preservação ambiental, saúde, estética, segurança e moral das pessoas que têm o dever de garantir o acesso de todos que queiram usufluir da referida praça. Pergunto ao senhor prefeito? O senhor juntamente com Câmara Municipal, Polícia Militar e outors órgãos criaram projeto de lei e assinaram um convênio chamado de "função delegada" aos policiais que nas suas horas de folga prestam serviços ao município, exercendo a função de apoiar o município em tarefas onde existe uma carência municipal de funcionários preparados para tal função.

Passei pela referida praça esta semana, lá estavam dois policiais militares próximos ao "coreto" e pela idenficação do colete nós sabemos que estão exercendo a chamada "função delegada", ou seja, estão à disposição da Prefeitura Municipal, recebendo honorários dos cofres municipais, ou seja, dinheiro do contribuinte que paga para ter os serviços do referido funcionário. Aí pergunto: quem fiscaliza os policiais quando estão nesta função? Qual a missão atribuída a eles? Se o município está pagando um salário que seja muito ou pouco ao policial, ele deveria exercer sua função com entusiasmo e respeito à população, porque naquele dia observei que existiam vários desocupados deitados nos bancos, jovens fazendo uso de drogas a 20 metros de onde estava a dupla de policiais na "função delegada", e não vi nenhuma intervenção dos mesmos quanto a prevenção ou fiscalização. Alguém poderá me questionar: por que não foi até os policiais e não os solicitou? Sabe por que, senhores? Quando um funcionário recebe o salário e função, é dever moral e ético prestá-la com dignidade à população que os pagam, e também seja eu ou qualquer cidadão que reclama, ficam de cara feia e falam mal da gente por trás.
O que estou fazendo nesta carta não é menosprezar o trabalho de ninguém, mas exigir das autoridades uma posição de resposta à população que perdeu seu direito de ir e vir em razão destes fatos que acontecem em plena luz do dia. Se o funcionário não quer trabalhar, não aceite a função, pelo que está no projeto de lei o policial não é obrigado a exercer esta função em sua hora de folga, pois sabemos que a profissão de polícia é ardua e o policial já trabalha 12 por dia, recebe uma grande sobrecarga de stress, pressão psicológica, risco de morte e deveria então recerber um salário digno do Estado para poder descasar nas suas horas de folga para exercer sua função no trabalho principal, que é a de "policial militar", dando uma resposta mais efeiciente à população que não aguenta mais esse discurso de sensação de segurança.
O que Bauru precisa, senhor prefeito e vereadores, é de uma guarda municipal competente, bem treinada e equipada. As cidades de Brotas, Botucatu e outras bem menores possuem guardas municipais excelentes. Por que Bauru também não pode ter a sua? Tenho a certeza que trará melhores resultados para a população do que a "função delegada". Aproveitando a oportunidade, quero como cidadão bauruense sugerir às autoridades competentes que empreguem os policiais da função delegada, além da praça Rui Barbosa, no Parque Vitória Régia, av. Nações Norte e Quinta da Bela Olinda, que nos finais de semana são verdadeiros palcos de uso de entorpecentes, prática de rachas com veículos, uso de bebidas alcoólicas por motoristas e condutores não habilitados, pipas com cerol e outros crimes.

Não é essa a finalidade do projeto? Empregar os policiais militares que, em razão de possuir o poder de polícia, podem exercer as atividade de fiscalizador, pois estão amparados pela lei.

Aparecido Bento

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