Tribuna do Leitor

De prefeitura, de médicos e de UPA?s


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A Prefeitura de Bauru abre concurso para médicos, há inscrições, há classificados, são chamados e não aceitam. Os cidadãos bauruenses, pobres mortais, ficam sem os profissionais. Estes, que têm que passar o mês com pouco mais de R$ 700,00, não entendem por que o médico se recusa a trabalhar um plantão, um único plantão para ganhar o dobro! E o sr. prefeito, mais o sr. secretário da Saúde, mais uma porção de pessoas, ficam discutindo a possibilidade de aumentar mais ainda esse valor. Então, tem alguma coisa muito errada no caminho, vejam: construíram as UPA?s, equiparam, fizeram tudo muito bem feito, muito bonito, mas não conseguem colocar o principal - o médico! Os pobres mortais, citados anteriormente, recebem anualmente um aumento equivalente à inflação do ano anterior que raramente ultrapassa 6%, e não adianta pedir mais, nunca conseguem, mas para os médicos estão dispostos a dobrar, reduzir jornada e ainda assim nada!

Fica difícil de entender, impossível que todos os médicos só trabalhem por muito dinheiro, então temos que buscar esclarecimentos para o problema e nesta busca, há algumas semanas atrás, um vereador acendeu uma luz. Creio ter encontrado o caminho, seria a forma como é efetuado o pagamento dos plantões? Seria esse valor pago como horas extras? Pode ser exatamente esse o problema: a prefeitura paga as horas extras, como diz o povo, "por fora", não entra no hollerith, não sofre desconto previdenciário, não é utilizado para compor férias, 13º etc. Consequentemente não conta para aposentadoria, licença prêmio, licença saúde.

Dilma Duarte

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