A Polícia Civil, por meio do setor de defesa da mulher da Central de Polícia Judiciária (CPJ), informou na manhã desta segunda-feira (11) que dois jovens, de 19 e 22 anos, foram indiciados por estupro e roubo. Conforme o JC publicou, o caso de estupro coletivo envolvendo uma adolescente de 17 anos e cerca de dez homens foi denunciado na noite do dia 1º de agosto, em Bauru.
O advogado de um dos suspeitos, Evandro Dias Joaquim, informou ao JC que, ao final da tarde desta segunda-feira (11), o promotor do Ministério Público Estadual que recebeu o caso, Júlio César Palhares, decidiu pela prorrogação das investigações, antes de proceder ou não com a denúncia para o início da ação criminal e, pediu a revogação da prisão preventiva dos dois suspeitos.
O pedido foi deferido pelo juiz da 4º Vara Criminal de Bauru, Fábio Bonini. “O alvará de soltura foi concedido e o juiz determinou, como restrição, que eles não se comuniquem com a vítima ou com seus familiares. Além de serem obrigados também a comparecerem a todos os atos do processo. Se não cometerem nenhum deslize, poderão responder em liberdade, caso haja mesmo uma ação”, afirma Evandro.
Os dois indiciados foram reconhecidos pela vítima e estavam presos na Cadeia Pública de Barra Bonita.
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Quioshi Goto |
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Delegada enviou o inquérito ao Ministério Público, que analisará o caso |
Conclusão do inquérito
De acordo com a delegada Priscila Bianchini, a polícia teve o prazo de cinco dias úteis para concluir o inquérito e entregar ao Ministério Público.
“Durante esses dias, conseguimos reunir provas por meio dos relatos das testemunhas e vítimas. Anexamos ao inquérito o laudo do IML e imagens de câmeras de segurança da região de onde ocorreu o crime”, informou.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) não constatou fissura, lesão ou hematomas na adolescente. "Recebemos o laudo do IML, o qual constatou que não havia lesões na adolescente. Contudo, ainda falta o resultado do exame realizado na Maternidade Santa Isabel, onde a adolescente recebeu atendimento”, informou.
A delegada informou para a reportagem que ainda faltam os resultados periciais do celular de um dos acusados, que foi apreendido, a avaliação psicológica da vítima e o prontuário da Maternidade. “Essas três provas serão encaminhadas posteriormente para o Poder Judiciário. Eu entreguei o inquérito sem esses resultados pelo fato de que meu prazo era concluí-lo em dez dias”, informou.
Em relação a outros dois suspeitos, a delegada informou que a vítima não os reconheceu e, após serem ouvidos, foram liberados.
Relembre o crime
Conforme o JC publicou, o caso aconteceu na noite do dia 1 de agosto, em Bauru. A adolescente de 17 anos denunciou ter sido estuprada por cerca de dez homens em um terreno baldio do Jardim Panorama.
Ela informou que estava em uma festa, no Parque Vitória Régia, quando encontrou um conhecido com o qual pegaria carona e que estava acompanhado de outros dois rapazes. Porém, teria sido abordada por um grupo maior, na rua Dos Radioamadores, por volta das 23h.
A adolescente relatou, ainda, que, embora não tenha sido agredida antes do ato, sentiu-se intimidada e, por este motivo, não ofereceu resistência quando os jovens a chamaram para entrar no terreno baldio. Os rapazes abaixaram as roupas íntimas e, com medo, ela teria feito sexo com eles.
A garota confirmou que as fotos nuas apresentadas por alguns dos suspeitos são mesmo dela e esclareceu que havia perdido o celular. Testemunhas e acusados sustentam, no entanto, que a adolescente teria enviado as fotos íntimas para alguns deles. Conforme o JC apurou junto a uma testemunha, os envolvidos argumentaram que a jovem teria demonstrado disposição em manter relações sexuais com o grupo e que eles “não fizeram nada que ela não quisesse”.
Após o ato, todos teriam fugido e um deles, segundo a adolescente, teria roubado seu celular. Abandonada no terreno, ela procurou ajuda em uma das residências próximas e a moradora entrou em contato com Polícia Militar.