Enquanto não se chega a um acordo entre a prefeitura e os médicos da rede de urgência e emergência, mais um final de semana UPAs ficaram fechadas. Dessa vez são a da Bela-Vista e do Mary Dota, conforme relatou matéria do Jornal da Cidade deste sábado.
Mas parece que a situação salarial dos médicos nunca foi prioridade da classe política local e só está sendo discutida somente agora porque muitos profissionais resolveram se insurgir contra a situação.Não precisamos ir longe: o salário inicial de um médico municipal é de R$ 3.500 a R$ 4.000 reais por 15 horas semanais. No entanto, vereadores ganham R$ 8.000 por mês, secretários municipais ganham R$ 9.000 e tem diretores e assessores que trabalham nas autarquias municipais (DAE, Cohab e Emdurb), que são indicados politicamente, que chegam a ganhar de de R$ 6.000 a R$ 9.000. Aliás, tem alguns desses assessores que se torna mas fácil um peixe andar de bicicleta do que encontrar eles na repartição de trabalho.
Dentro deste quadro, torna-se um absurdo um profissional médico, que estudou tanto, ganhar R$ 3.500 a R$ 4.000. Só que todos os vereadores, secretários municipais, diretores e assessores possuem planos particulares de saúde, em contrapartida, quem sofre com as UPAs fechadas nos finais de semana é a população que é atendida pelo SUS, que passa a ter de se deslocar para o Pronto-Socorro se precisar de atendimento de urgência e emergência.
É lógico que os médicos devem reivindicar porque a causa é justa, mas tomando cuidado para não penalizar essa população e jamais esquecendo do juramento de Hipócrates. E quanto ao prefeito e os vereadores, está na hora de resolver a situação, urgentemente. É muito discurso e pouca prática! PS - O tempo passa, o tempo voa e aqueles que desviaram milhões do Hospital de Base, continuam numa boa!
Pedro Valentim