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Greve deixa 250 pacientes sem atendimento na FOB

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 250 pacientes das clínicas da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP) ficaram sem atendimento nesta quarta-feira (13), porque os grevistas paralisaram as atividades da Central de Esterilização da instituição. Diante disso, os funcionários em greve acabaram descumprindo uma liminar de reintegração de posse, emitida pela juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública, Elaine Cristina Storino Leoni.

 

Os manifestantes paralisaram as atividades na Central de Esterilização, nesta manhã, depois que o reitor da instituição de São Paulo, Marco Antonio Zago, havia desmarcado uma reunião que discutiria a possibilidade de pagamento dos salários dos grevistas, que tiveram os pontos cortados na última semana do mês de julho (leia mais abaixo). “Nós resolvemos radicalizar a manifestação e só sairemos daqui quando nossos salários forem pagos”, explica Cláudia Carrer Pereira, membro do comando de greve, que acrescenta que a categoria está aberta ao diálogo.

 

Com o fechamento do setor, as clínicas das disciplinas de Odontopediatria, Dentística e Reabilitação Oral da FOB/USP foram fechadas, já que os materiais necessários para o atendimento dos pacientes ficam guardados no setor ocupado pelos manifestantes. Estudantes e servidores acabaram acionando a Polícia Militar (PM), porque o clima “esquentou” por lá. “Grevistas, estudantes e outros funcionários começaram a discutir”, conta uma aluna, que preferiu não ser identificada.

 

Quando os policiais chegaram, conversaram com as partes. “Eles viram que o nosso movimento é pacífico e foram embora”, relata Cláudia. Os estudantes, por outro lado, fizeram um registro na polícia, porque os manifestantes descumpriram uma liminar de reintegração de posse, que proíbe a ocupação de prédios da instituição, sob pena de multa diária. Em nota, a assessoria de imprensa da universidade informou que também tomou as medidas cabíveis e aguarda uma posição do Poder Judiciário.

 

Greve

Conforme o JC vem noticiando, a paralisação dos servidores da USP começou no fim do mês de maio. Cláudia Carrer Pereira, membro do comando de greve, afirmou que a categoria reivindica aumento salarial de 6,78%, mais 3% das perdas salariais. Funcionários da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) também apoiam os manifestantes.

 

Na última semana do mês de julho, contudo, a situação tornou-se difícil para os grevistas da instituição. Diretores das unidades em greve foram orientados sobre a possibilidade de registro de faltas dos manifestantes, fato que provoca desconto nos salários e foi colocado em prática em Bauru. Para os grevistas daqui, a decisão foi uma atitude de restrição aos direitos de greve e manifestação.

 

Douglas Reis 

A paralisação dos funcionários é para reivindicar aumento salarial de 6,78%, mais 3% das perdas salariais

 

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