A ONU declarou ontem o maior nível de emergência no Iraque devido à crise humanitária causada pelo avanço dos radicais do Estado Islâmico (EI) no norte do país. A organização estima que 1,2 milhão de iraquianos esteja deslocada.
Autoridades da região autônoma do Curdistão, no Iraque, disseram que a situação na cidade de Dohuk, com 150 mil refugiados, é crítica.
A declaração pela ONU de uma “Emergência Nível 3” na prática significa “facilitar a mobilização de recursos adicionais em bens, fundos e ativos para garantir uma resposta mais eficaz às necessidades humanitárias das populações afetadas pelo deslocamento forçado”, disse o representante especial da ONU, Nickolay Mladenov.
Os outros três países que têm o mesmo status de emergência são a Síria, o Sudão do Sul e a República Centro-Africana.
Os EUA continuam a bombardear posições do EI e fornecer ajuda humanitária aos refugiados.
Após três bombardeios americanos a posições do EI na montanha Sinjar e a ação de combatentes curdos armados pelos EUA, o cerco aos milhares de yazidis (minoria étnica) que estavam no monte localizado no norte do Iraque foi rompido na quarta.
Isso fez com que o Pentágono considerasse “bem menos provável” uma ação dos EUA em terra para resgatar os civis.
Maliki aceita sair
Enfrentando enorme pressão em casa e no exterior para renunciar, Nuri al-Maliki desistiu da intenção de buscar um terceiro mandato como primeiro-ministro do Iraque ontem e prometeu apoiar seu substituto, o xiita moderado Haider al-Abadi.