Moradores do Jardim Imperial, que fica nas proximidades da avenida Octacílio Câmara, em Bauru, temem pela própria segurança ao passarem pela via para ter acesso à avenida José Vicente Aiello, já que há pouca visibilidade neste cruzamento. Outro ponto preocupante é o desrespeito ao limite de velocidade por parte daqueles que trafegam pela José Vicente Aiello. Inclusive, foi nesta avenida que o corretor de imóveis, Eduardo Busch Cameschi, 28 anos, morreu após perder o controle do carro há dois meses.
“Colisões são rotineiras por aqui”, denuncia o comerciante e morador da região Fabricio Pereira, 43 anos. Ele afirma que a via se tornou mais perigosa depois que foi asfaltada. Embora o serviço tenha trazido benefícios àqueles que moram por lá ou acessam loteamentos nas proximidades, muitos motoristas não respeitam o limite de velocidade.
“Tornou-se perigosa, em especial para os veículos que egressam da avenida Octacílio Câmara, a única existente no Jardim Imperial para chegar até a via”, reitera o comerciante.
Proprietário de um restaurante na região, Jorge Roberto Issa Filho, 51 anos, compartilha a opinião de Pereira. Ele diz que aqueles que já transitam pela avenida José Vicente Aiello, por mais que tomem todas as cautelas necessárias, não conseguem parar caso os que venham da avenida Octacilio Câmara já tenham iniciado a travessia. Estes também não têm condições de acelerar o suficiente a ponto de desviar daqueles que passam pela mesma via. Esta condição - aliada ao desrespeito às regras de trânsito - aumenta o risco de acidentes, transformando a avenida em uma “verdadeira roleta russa”.
Os moradores reconhecem a impossibilidade do acompanhamento constante de policiais militares na região, mas sugerem que a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) instale redutores de velocidade em alguns pontos da avenida, como aqueles que já existem em frente ao Bauru Tênis Clube (BTC) e a dois outros condomínios. Eles pretendem organizar um abaixo-assinado para formalizar a solicitação junto ao órgão.
E agora?
Em nota, a assessoria de imprensa da Emdurb informou que o órgão já instalou placas de advertência de animais na pista, reforçou a sinalização de regulamentação dos limites de velocidade e implantou obstáculos de solo nos dois lados da quadra 16 da avenida José Vicente Aiello. Além disso, a empresa colocou sinalização em frente ao residencial Vila Lobos para que os motoristas possam utilizar a segunda pista da via, passando, assim, de pista simples para dupla.
Quanto às melhorias que a instituição ainda pretende fazer na avenida, a assessoria de imprensa da Emdurb afirmou que existe a intenção de que dois obstáculos de solo sejam implantados: um na transição da pista dupla para a simples (próximo ao residencial Vila Lobos, sentido rodovia João Baptista Cabral Rennó para a avenida Comendador José da Silva Martha) e outro nas proximidades do Cemitério Jardim do Ipê.
Existe a previsão de que outros dois obstáculos sejam implantados nas quadras 8 e 9 da via para garantir a segurança dos usuários de uma creche localizada nas proximidades. Outra medida seria instalar um medidor fixo de velocidade antes do acesso ao Jardim Imperial, no sentido da avenida Comendador José da Silva Martha para a rodovia João Baptista Cabral Renó. O órgão analisa também outros pontos para que haja implantação de radares e obstáculos de solo.
Tragédia
A realidade a qual os moradores reclamam acaba sendo estampada em tristes notícias nas páginas dos jornais. Acidentes realmente são frequentes no local. Alguns, por sinal, verdadeiras tragédias.
Conforme o JC publicou, o corretor de imóveis Eduardo Busch Cameschi, 28 anos, morreu após capotar o carro entre a avenida José Vicente Aiello e a rua Luís Ferrari, no Parque das Nações, em Bauru, no dia 7 de junho deste ano. Ele voltava de uma pescaria e estava sozinho no veículo.