O prefeito Everton Octaviani (PMDB) assina nesta segunda-feira (18), às 14h, o contrato com a Eliz Line, vencedora da concorrência pública para operar o sistema de transporte coletivo. Dentro de, no máximo, até 30 dias, os passageiros de Agudos (13 quilômetros de Bauru) vão ser transportados em ônibus da empresa particular e não mais do município. O contrato com a nova concessionária pode ser prorrogado por quatro anos.
A cidade ficou conhecida nacionalmente no ano passado por adotar a tarifa gratuita no transporte público, uma das reivindicações do Movimento Passe Livre que desencadeou a onda de protestos na Capital.
A prefeitura de Agudos oferece a tarifa zero há dez anos. Apesar da aprovação dos moradores, ações de vandalismo levaram a prefeitura a equipar parte da frota com câmeras e o serviço caiu de qualidade sob gestão estatal.
O sistema foi implantado em 2000 na gestão de José Carlos Octaviani (PP) e recebeu muitas críticas e descrédito. O chefe do Executivo alega que a terceirização do transporte público urbano visa apenas à melhoria do serviço prestado à população. Dos 15 ônibus que circulam hoje na cidade, segundo Everton, nove serão leiloados e seis serão mantidos para a cobertura do transporte escolar. “A vontade foi realmente política e administrativa de melhorar a qualidade do serviço”.
VAI COBRAR?
A empresa Eliz Line, de Lençóis Paulista, venceu a concorrência realizada na semana passada para operar as quatro linhas de transporte coletivo. Apesar da terceirização, a prefeitura garante que a tarifa dos circulares continuará sendo gratuita. Por mês, a administração calcula que irá desembolsar R$ 90 mil, valor equivalente ao que seria gasto hoje com a manutenção da frota municipal.
O contrato com a empresa Eliz Line tem validade de um ano, período em que Everton estima gastar pouco mais de R$ 1 milhão. “O acerto vai ser mensal e a estimativa que tenho é que vamos desembolsar R$ 90 mil por mês para manter o transporte funcionando”, afirma. “Hoje, a gente gasta a mesma coisa aproximadamente”.
No total, serão disponibilizados seis veículos para operar as quatro linhas existentes.
Os circulares continuarão trafegando de hora em hora nos dias úteis e aos sábados e de duas em duas horas aos domingos, das 5h às 23h. “Os ônibus têm que ter, no máximo, três anos de uso, ar condicionado e acessibilidade”, diz.
A gratuidade, segundo Octaviani, está garantida. “De acordo com o contrato, eles têm prazo para implantar sistema de controle de acesso. Haverá sim catracas, mas com o acesso gratuito. Os cartões serão recarregados gratuitamente, apenas para que tenhamos um controle de quem está no interior do ônibus”, explica.