Pouco a pouco, os brasileiros começam a se perguntar: manter Dilma em sociedade com Lula e o PT, ou um candidato contrário às figuras que mandam no Brasil há 12 anos, e querem continuar mandando? Escreve J.R.Guzzo em seu último artigo na revista Veja: o que vai acontecer com as liberdades, públicas e individuais depois de anunciado oficialmente o lado que ganhou? Como vai ficando cada vez mais claro na atual disputa pela Presidência, um dos lados não quer jogar segundo o que está escrito no regulamento democrático, e anuncia publicamente que quer para o Brasil um futuro em que as garantias de liberdade em vigor no presente não estarão valendo mais. É o que Dilma, Lula e o PT querem.
A proposta não combina com a Constituição vigente, e quando é criticado com argumentos lógicos, prefere ameaçar, insultar e agredir quem critica. O decreto 8243 que Dilma enviou ao Congresso inventa para o Brasil um regime desconhecido pelo resto do mundo, pelo que escrevem, o poder público, na prática, não seria mais exercido em conjunto pelo Executivo, Legislativo e Judiciário; também não estaria subordinado ao voto livre e universal de todos os cidadãos e demais controles democráticos que se conhecem. Quem vai decidir tudo é o ¨PNPS¨, Política Nacional de Participação Social, a nossa nova sociedade será formada por "movimentos sociais", que terá movimentos, conselhos, organizações, etc, que na prática vão tomar decisões de obediência obrigatória, seguindo as orientações da secretaria-geral da Presidência da República. O secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, para aprovar uma aberração dessas, vem ameaçando senadores e deputados, que terão de enfrentar as consequências de uma rejeição do decreto.
Fica complicado acreditar, diante da pregação agressiva do Pró-Dilma, que as forças dedicadas a mantê-la na Presidência tenham um compromisso sincero com as liberdades no Brasil. Lula propõe uma reforma política que tira dos eleitores o direito de escolher seus parlamentares, só poderiam votar nos partidos, e os donos dos partidos ficariam com o direito de nomear os eleitos. A conduta de Dilma e das forças que lhe dão apoio está construindo no país um ambiente de intolerância em estágio avançado, seu governo não hesita em fraudar as investigações sobre corrupção na Petrobras e usar a máquina pública em proveito da sua candidatura. Esse é o bonde do Planalto. Vale a pena ler o artigo de J.R.Guzzo, será muito esclarecedor para todos os leitores.
Antonio Carlos Azevedo dos Santos