Quão bom foi Deus em propiciar sob nosso convívio essa magnífica pessoa que se tornou padre. Dotado das mais invejáveis qualidades pessoais, Juarez estampava sua vocação eclesiástica, externando o calor divino, o amor puro e aquele abraço amoroso e fraterno que gravava em nossos corações a figura de Jesus. Sempre nos cumprimentava com um beijo, seguido de carinhosas palavras que fomentavam a fé. Acompanhamos parte de sua trajetória catolicista. Desde seminarista, já nos agraciava integrando o elenco das missas da catedral. Postando-se ao lado do também querido padre Marcos, além de ajudá-lo na condução dos trabalhos eucarísticos, Juarez ainda enriquecia a casa de Deus despejando abundantes fluídos espirituais .
Promovido a diácono e rapidamente como presbítero, Juarez demonstrava mais ainda o amor e dedicação à atividade cristã, conquistando robusta e verdadeira paixão dos fiéis. Mas em pouco tempo Deus o chamou, tirando-nos precocemente. O sofrimento é grande e intenso. Porém, devemos aceitar e, mais ainda, compreender a vontade Divina. Certamente, algum mister mais soberano já lhe estava reservado.
Que você seja sempre essa luz. Que você continue, mesmo à distancia física, expressando esse amor que já vinha fazendo aqui na Terra. Permita-nos contar contigo como representante de Deus, agora missionário do céu. Juarez, infelizmente, não pude conciliar uma viagem a Divinópolis, aceitando seu convite para pescarmos junto ao rio Araguaia. Entretanto, padre, não faltará oportunidade. Se eu fizer por merecer, quiçá um dia poderemos dividir um barquinho na lagoa Celeste. Fique com Deus e que sua família consiga superar a dor de tão valiosa perda. Amém.
Jacson Leão