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Contagem regressiva para 7ª Parada

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 4 min

Acontece neste domingo (31) em Bauru a 7.ª Parada da Diversidade com o tema “Em defesa da Família”. O evento, que terá concentração a partir das 13h na Praça da Paz, deve repetir a dose do ano passado e reunir ao menos 60 mil pessoas para um ato cívico, que vai começar com marcha na Nações Unidas e terminará no Vitória Régia, com performances culturais de artistas de renome nacional e da região.

Segundo a organização, a ideia é de que o evento, que teve início em 2008, atinja agora sua maturidade, com a fidelização do público.

“Na edição passada, atingimos um público que acreditamos ser o ideal para dar a visibilidade ao tema, mantendo a qualidade e a ordem do evento”, ressalta o presidente da Associação Bauru pela Diversidade (ABD), Aloísio Marquiori da Silva Júnior.

Apesar disso, há expectativa, extraoficial, de que o evento ultrapasse 65 mil pessoas.

“Só entre vans e ônibus, teremos cerca de 30 excursões. As novidades para este ano são pessoas das cidades de Pirajuí, Piraju, Botucatu e Avaré, que já confirmaram presença”,  comenta Rick Ferreira, um dos organizadores. Haverá ainda algumas excursões de fora do Estado. “Receberemos pessoas do Mato Grosso, Paraná e Minas Gerais também”.

Minorias

Vale lembrar que a Parada da Diversidade de Bauru tem como mote a conquista de visibilidade e de direitos dos públicos e minorias que, ainda hoje, sofrem com algum tipo de discriminação pela sociedade, sejam LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros), mulheres, idosos, negros, deficientes físicos, entre outros.

“É um evento que acabou virando bandeira do movimento LGBT, mas que contempla, acima de tudo, qualquer vítima de pressão e de discriminação”, fecha questão Darlene Tendolo, titular da Secretaria do Bem-Estar Social.

Atrações

Entre os destaques desta edição, está a presença da cantora Gaby Amarantos, com seu ritmo tecnobrega, que mistura arranjos folclóricos com música eletrônica. O show está marcado para 20h no Vitória.

Antes, porém, às 18h, horário previsto para a chegada dos dois trios elétricos – da Sebes e da ABD/Labirinthus Internacional - ao parque Vitória Régia, haverá a apresentação da  banda Santa Esmeralda, de cantores independentes e das seis drag-queens e dos gogo boys da Labirinthus.

A drag-queen Léo Áquila e o estilista das estrelas da TV brasileira, Valério Araújo, também devem estar entre os participantes de renome na Parada deste ano.

A concentração para a marcha na avenida Nações Unidas está marcada para às 13h na Praça da Paz. A abertura oficial, entretanto, com a fala do prefeito Rodrigo Agostinho, deve ocorrer por volta das 15h.

A Parada da Diversidade é realizada pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social e Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com o Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual (Cads), Associação Bauru pela Diversidade (ABD) e Labirinthus Internacional.

Encerramento

A Parada encerrará a 4ª Semana da Diversidade do município, que foi instituída pela Lei Municipal 5.972 de 27 de setembro de 2010 e contempla o calendário festivo do aniversário de Bauru.

Vale lembrar, no entanto, que hoje, às 19h, na Instituição Toledo de Ensino (ITE), haverá mesa redonda com representantes da OAB de Bauru e de Santos, que militam pela causa LGBT, com o tema “Respeitando e Acolhendo a Diversidade”. O público alvo é de profissionais do sistema municipal de Ensino.

E, no sábado, às 16h, no parque Vitória Régia, haverá o Piquenique da Diversidade.

Doe Ração

No evento, equipes da Sebes receberão as doações de 1 quilo de ração, colaboração solicitada pela organização aos participantes. Os pontos de coleta ficarão sediados no prédio da Cohab, na quadra 30 da Nações Unidas, e atrás do palco, no Vitoria Régia. As doações serão entregues ao Conselho Municipal de Defesa e Proteção Animal (Comupda).

O 1º casamento homoafetivo  será uma representação

Diferentemente do proposto inicialmente pela organização da 7.ª Parada da Diversidade, o 1.º Casamento Coletivo Homoafetivo não deve acontecer de forma real, ou seja, será uma representação feita por atores, minutos antes do show principal. O motivo, segundo explicam o presidente da ABD, Aloísio Junior e o vereador Markinho da Diversidade (PMDB), foi a falta de casais interessados em se expor ao público.

“Ainda é uma ideia nova e as pessoas estão com receio da exposição. Infelizmente, ainda há muito preconceito e algumas pessoas têm medo de perder o emprego por conta dessa exposição, por exemplo. Mas continuaremos amadurecendo essa ideia”, comenta Markinho.

“Mas isso não quer dizer que o casamento não esteja acontecendo. Mais de 100 casais homossexuais já se casaram nos cartórios de Bauru desde a permissão da lei. Por isso, a ideia é representá-los no palco”, completa Junior.


 


 

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