Internacional

Ucrânia pede ajuda militar e denuncia invasão russa


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Washington e seus aliados ameaçaram Moscou com novas sanções, ontem, diante de uma “clara” incursão de forças russas na Ucrânia, enquanto Kiev pedia ajuda militar “de envergadura” aos países ocidentais.

 

“É evidente aos olhos do mundo inteiro” que forças russas estão na Ucrânia, afirmou o presidente americano, Barack Obama, em entrevista coletiva ontem, anunciando também que em setembro receberá seu colega ucraniano, Petro Porochenko, na Casa Branca. “A incursão russa que acontece hoje (ontem) na Ucrânia pode produzir apenas mais sanções” contra a Rússia, frisou Obama.

 

“A Rússia é responsável pela violência no leste da Ucrânia. A violência é estimulada pela Rússia. Os separatistas são treinados pela Rússia. São armados pela Rússia, são financiados pela Rússia”, insistiu o presidente.

 

Ele descartou uma ação de tropas dos Estados Unidos na Ucrânia, mas prometeu defender os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

 

Também ontem à noite, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente Obama concordaram, em uma conversa por telefone, que o comportamento da Rússia na Ucrânia “não pode ficar sem consequências” - anunciou Berlim.

 

Merkel confirmou para o presidente Obama que a situação ucraniana estará na ordem do dia do Conselho Europeu, amanhã, em Bruxelas, e que os europeus discutirão a possibilidade de “novas sanções” - relatou seu porta-voz.

 

Ucrânia pede ajuda

 

Nesta quinta-feira (28), a Ucrânia pediu ajuda militar “de envergadura”, depois de acusar a Rússia de enviar suas tropas para o leste do país. A acusação foi desmentida por Moscou.

 

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu em caráter de emergência para discutir a crise, enquanto os líderes europeus pediram que Moscou mude de estratégia para não sofrer “consequências muito graves”.

 

O presidente ucraniano descreveu a situação como “extremamente difícil”, mas preferiu evitar o pânico. Ao mesmo tempo, o governo anunciou que o serviço militar obrigatório será retomado no outono.

 

Os temores de uma guerra aberta entre ambos os países cresceram nas últimas horas, com acusações detalhadas por parte da Otan. De acordo com a organização, mais de mil soldados russos estão na região.

 

Blindados são vistos

 

Uma repórter da Reuters viu ontem uma coluna de veículos blindados e soldados cobertos de poeira, um dos quais com o rosto ferido, transitando em território russo junto à fronteira com uma região da Ucrânia que o governo de Kiev diz estar ocupada por tropas russas. 

 

Nenhum dos homens ou veículos possuíam identificação militar padrão, mas a repórter viu um helicóptero Mi-8 com uma insígnia de uma estrela vermelha - condizente com marcas dos militares russos-- pousando próximo a uma tenda militar de primeiros socorros.

 

Putin pede a rebeldes pró-Rússia para permitir saída de militares de cerco

 

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu a rebeldes pró-Rússia que façam um corredor humanitário no leste da Ucrânia para que as tropas do governo ucraniano, que estão cercadas, deixem o campo de batalha, informou o Kremlin em um comunicado hoje (horário local).

 

“Peço às forças de milícia para abrir um corredor humanitário para os militares ucranianos cercados a fim de evitar vítimas, permitir que deixem a área de combate sem impedimento, que se juntem às suas famílias... que os feridos na operação militar recebam ajuda médica urgente”, disse ele em um comunicado.

 

Putin também afirmou que a Rússia continuará a prestar ajuda humanitária aos civis no leste da Ucrânia, menos de uma semana após o primeiro comboio de ajuda da Rússia entregar material para o leste ucraniano e, em seguida, voltar para a Rússia.

 

 

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