Esportes

Noroeste: tudo em casa

Mariana Gasparini
| Tempo de leitura: 3 min

Arquivo JC

Complexo Damião Garcia, casa do Norusca, na Vila Pacífico

A data passou em branco para muita gente, quando, na verdade, deveria ter sido nas cores branco e vermelho. Com 104 anos de história completados ontem, o Esporte Clube Noroeste não vive seus melhores dias. Quem já viu o Alvirrubro levar o nome da cidade para outros lugares, assistiu grandes jogos da Maquininha Vermelha e presenciou nomes como Lorico, Baroninho, Lela - e tantos outros – surgirem dos gramados do Alfredão, hoje não vê com o mesmo entusiasmo o time que amarga a quarta divisão paulista.

Mas, para o presidente do Conselho Deliberativo, o empresário Antonio (Toninho) Rodrigues, ainda há o que comemorar. “O clube já esteve em situações piores, e melhores, é verdade, mas não podemos perder a esperança. O maior presente já é ter conseguido viabilizar a situação do Noroeste. Mas ainda há muito o que ser feito”, disse.

Um assunto que também vem sendo bastante discutido desde a saída do ex-presidente Damião Garcia, em 2012, é a transferência de todo o Complexo que leva seu nome (Estádio Alfredo de Castilho, Ginásio Panela de Pressão e centros de treinamento do clube) para a prefeitura.

Na opinião de Rodrigues, se antes não havia outra alternativa, agora o panorama é outro. “Nunca houve uma decisão concreta sobre a transferência, embora este assunto sempre volte. Mas, agora estamos em busca de outras alternativas e creio que esta possibilidade esteja distante no momento”, explicou.

Foco nos 105 anos

Desde o fim da ‘Era Damião’, o clube viu sua situação ficar cada vez pior com derrotas, quedas de divisões e dívidas. Atualmente, presidido pelo empresário Emílio Brumati, o time conta com suas categorias de base – sub-15, sub-17 e sub-20 – na disputa do Campeonato Paulista e busca a montagem de um elenco profissional para tentar o acesso na Série B do Paulista (equivalente à quarta e última divisão do Estado), a partir de janeiro do ano que vem, já que, atualmente, o clube tem apenas seis jogadores registrados.

Para isso, o presidente do Conselho contou que o Noroeste está em busca de parcerias – de empresas ou de outros clubes – para que a situação melhore em todos os aspectos e o clube volte, no mínimo, para a Série A2 do Estadual.   

Melhorando

Apesar da fase ruim em campo, a situação financeira do clube está melhorando, segundo Rodrigues. Mesmo precisando de dinheiro - receita de R$ 85 mil e gastos de R$ 90 mil -, o Noroeste mantém suas contas em dia. “Estamos arcando com as pendências das gestões passadas. Devagar, conseguimos quitar algumas parcelas, manter o acordo do IPTU e sem atrasos nos salários”, destacou.  

Quem está lá há tempos consegue perceber a melhora do time bauruense. Há mais de 30 anos no Norusca, o massagista Jeová Rodrigues, de 65 anos, acredita em tempos melhores dentro do Alfredão. “Já pensei que fecharíamos as portas. Mas a situação está melhorando e o clube está ativo. Acredito que é questão de tempo para que voltemos às boas”, comentou otimista.      


Sub-20 tem páreo duro

O sub-20 do Noroeste conheceu ontem seus adversários na segunda fase do Campeonato Paulista da categoria. Além do Alvirrubro, completam a chave Palmeiras, Santos e Independente de Limeira. O primeiro jogo será neste sábado, às 15h, no Estádio Alfredo de Castilho, contra o Santos. Nesta fase, os times foram divididos em seis grupos com quatro equipes cada. Se classificam os dois melhores e os quatro melhores terceiros colocados.

Na primeira fase, o Norusquinha perdeu cinco jogos e empatou um, porém, avançou como quarto colocado do Grupo 1, pois havia apenas quatro equipes na chave.

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