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Ex-diretor da Petrobras cita propina para Campos e PT


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Os presidentes do Senado e da Câmara, Renan Calheiros (PMDB) e Henrique Alves (PMDB), os ex-governadores do Rio e de Pernambuco Sérgio Cabral (PMDB) e Eduardo Campos (PSB), morto no mês passado, e a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), foram citados pelo ex-diretor da Petrobras como recebedores de suborno do esquema da estatal, de acordo a revista “Veja”.

 

A reportagem não traz detalhes, documentos nem valores sobre o esquema.

 

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que aparece em outros episódios da investigação da Operação Lava Jato, também foi citado por Costa como a ligação entre o esquema de desvio na Petrobras e o partido.

 

O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), e o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA) também são mencionados.

 

A revista também traz como beneficiários de propina os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Cid Nogueira (PP-PI) e os deputados Cândido Vaccarezza (PT-SP) e João Pizzolatti (PP-SC).

 

Os nomes foram revelados num acordo de delação premiada que Costa fez com procuradores da força-tarefa que cuida da Operação Lava Jato.

 

O ex-diretor decidiu fazer a delação para tentar deixar a prisão, onde está há quase três meses. Se as informações que ele prestar forem relevantes para esclarecer outros crimes, ele pode ser solto.

 

A Operação Lava Jato foi deflagrada em março com a prisão do doleiro Alberto Youssef, acusado de liderar esquema de lavagem que movimentou R$ 10 bilhões.

 

Costa é apontado como o chefe de um esquema de desvio de verbas da Petrobras no período em que foi diretor da estatal, de 2004 a 2012, nos governos de Lula e de Dilma Rousseff, do PT. O doleiro cuidaria da lavagem do dinheiro para que o recurso chegasse aos parlamentares.

 

A compra da refinaria de Pasadena, no Texas, sobre a qual o Tribunal de Contas da União já apontou uma série de indícios de superfaturamento, também envolveu o pagamento de suborno, segundo o relato de Costa.

 

O ex-diretor da estatal já havia citado o nome do ex-governador Eduardo Campos, mas como sua testemunha de defesa, num ato que foi interpretado como o envio de um recado para os políticos de que outros nomes poderiam ser revelados por Costa.

 

O advogado de Costa à época, Nelio Machado, escreveu numa petição que poderia solicitar a convocação do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff. Lula é apontado como uma espécie de protetor de Costa na Petrobras. Ele foi indicado ao cargo pelo PP, ganhou o apoio do PT e do PMDB, mas se sentia abandonado pelos parlamentares após ter sido preso pela primeira vez pela PF.

 

Como diretor de distribuição da Petrobras, Costa foi responsável pela obra mais cara da estatal, a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, cujo preço final deve passar de R$ 40 bilhões.

 

O depoimento com os nomes terá de ser analisado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, porque os políticos têm foro privilegiado.

 

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