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Desfiles e atos marcam o 7 de Setembro

Estadão Conteúdo
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Ao contrário do que o próprio Palácio do Planalto esperava, o início do desfile foi acompanhado de aplausos pelo público. 

 

A presidente Dilma Rousseff participou da comemoração pelos 192 anos da Proclamação da Independência do país no desfile cívico-militar de 7 de Setembro, em Brasília. 

 

Dilma chegou sozinha ao evento em carro aberto, o Rolls-Royce presidencial, e foi recebida pelo ministro Celso Amorim (Defesa) e pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). No palanque das autoridades, a presidente assiste ao desfile acompanha pelo vice-presidente Michel Temer, por pelo menos 20 ministros e autoridades civis e militares. 

 

Quando o nome de Dilma foi anunciado, houve um início de vaia mas a maioria a aplaudiu. O Hino Nacional, no entanto, foi o mais aplaudido. 

 

Denunciados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa como beneficiários de propina em esquema da estatal, o presidente do Congresso e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o ministro das Minas e Energias Edison Lobão (PMDB-MA) não compareceram ao evento

 

O ministro Guido Mantega (Fazenda) estava em Brasília mas não compareceu ao desfile. Na quinta-feira (4), Dilma afirmou que fará uma troca no comando da pasta em um eventual segundo mandato. O caso criou uma saia-justa ao governo.

 

Parada LGBTS

 

A menos de um mês do primeiro turno das eleições, o voto consciente foi o tema escolhido para  17ª Parada do Orgulho LGBTS de Brasília, realizada ontem. “A sociedade tem assistido a gente viver uma série de ataques aos direitos da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) especialmente por parte do fundamentalismo, que tem crescido e se organizado cada vez mais no Parlamento, nos espaços de poder. 

 

A gente está convocando a comunidade LGBT para votar consciente, para não anular o voto, para olhar bem quem são os candidatos, para ver quem tem compromisso”, explicou Michel Platini, coordenador do evento.

 

Bom público prestigia evento em São Paulo

 

Escolas e grupos civis, como os dos escoteiros, fizeram a primeira parte do desfile de 7 de Setembro ontem no Sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo. 

 

O governador de São Paulo e candidato à reeleição no Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), acompanhou o desfile cívico-militar com várias autoridades militares. 

 

O desfile em comemoração aos 192 anos da Independência do Brasil começou por volta das 11h com a entrada dos membros da FEB (Força Expedicionária Brasileira), que lutaram na Segunda Guerra Mundial, e de vários outros grupos históricos das forças armadas. 

 

30 mil

O domingo de sol levou um bom público ao evento. Segundo a prefeitura da capital paulista, responsável por organizar a festa, a estimativa é que cerca de 30 mil pessoas estiveram no desfile. Essa é a capacidade total do local, onde também ocorreu os desfiles de Carnaval. 

 

Denúncias

O governador Geraldo Alckmin cobrou uma “investigação profunda” nas suspeitas de corrupção envolvendo a Petrobras. “É muito grave”, afirmou o tucano, logo após assistir ao desfile do Dia da Independência no Anhembi. 

 

Candidato à reeleição, Alckmin preferiu atenuar o impacto das novas suspeitas ao resultado das eleições de outubro. “É uma questão menor. O importante agora é a investigação”. Apesar de não querer fazer um prejulgamento, o tucano ainda disse que “como pode a Petrobras, empresa conceituada e de mais orgulho para o país, ter sido literalmente assaltada”.

 

Grito dos Excluídos levou milhares para as ruas

 

Quatro manifestantes foram presos ontem, após um rápido confronto com policiais durante protesto do Grito dos Excluídos, no Centro do Rio, que reuniu cerca de 200 pessoas após o desfile cívico-militar do Dia da Independência.  Agentes do Batalhão de Choque da Polícia Militar usaram golpes de cassetete e spray de pimenta contra os manifestantes após um grupo atear fogo numa bandeira do Brasil.

 

O Grito dos Excluídos é organizado por partidos e movimentos sociais. Os militantes esperaram o desfile militar terminar e partiram em passeata por volta de 11h30, após negociação com comandantes da PM, pois houve discórdia quanto ao uso de instrumentos musicais no ato.

 

São Paulo

 

Cerca de mil manifestantes participaram da 20ª edição da Marcha Grito dos Excluídos no centro de São Paulo ontem, segundo a Polícia Militar. Já de acordo com os organizadores, foram cerca de 4,5 mil pessoas. Desde 1995, 

 

O lema deste ano foi “Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos”, em referência às manifestações populares de junho de 2013.

 

O Grito dos Excluídos congrega diversos movimentos sociais. Segundo os organizadores, a passeata também aconteceu em outras 11 cidades de São Paulo: Guarulhos, Santos, Jundiaí, Campinas, Aparecida do Norte, São José dos Campos, Salto, Promissão, Itupeva, Andradina e Americana.

 

Recife

 

Em clima de alegria e debaixo de chuva, mil pessoas - de acordo com a Polícia Militar - participaram, ontem, do vigésimo Grito dos Excluídos, no Recife, que teve como principal mote a defesa de uma constituinte exclusiva e soberana visando a uma reforma no sistema político brasileiro. Uma urna recebia os votos de quem reivindica a sua realização.

 

Minas

 

Cerca de 200 pessoas se reuniram, no Centro da capital mineira. Integrantes de diversos grupos sociais e de sindicatos protestavam em favor de moradores de rua, negros, mulheres e marginalizadas. A falta de moradia também foi lembrada nas manifestações, que teve como lema “Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos”.

 

Houve manifestações também nos Estados do Paraná e da Bahia.

 

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