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Escola é depredada em Bauru e 185 crianças ficam sem aula

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

A Escola Municipal de Ensino Infantil Integrada (Emei) Leila Berriel Aidar, localizada na Vila Seabra, região do Jardim Bela Vista, em Bauru, sofreu atos de vandalismo neste domingo (7) à tarde. Sem vigia, o local foi invadido, depredado e furtado. Por conta disso, 185 crianças ficaram sem aula nesta segunda-feira.

Éder Azevedo

Crianças ficaram sem aula após escola ser alvo de vandalismo

Vizinhos teriam percebido a movimentação no interior da instituição e acionaram a Polícia Militar (PM). Uma equipe da Polícia Científica realizou perícia e um inquérito será instaurado para investigação.

De acordo com uma funcionária, que não quis se identificar, os vândalos "tocaram o terror na escola".

“Quebraram a porta do almoxarifado e usaram três mochilas para furtar materiais escolares, roupas e até bolos que estavam no freezer. Também esvaziaram extintores de incêndio e furtaram uma mangueira de água”, relatou.

Ainda de acordo com funcionários, esta não seria a primeira vez que a Emei sofre com invasões e depredações. No episódio de domingo (7), acredita-se que sejam adolescentes que moram no bairro.

“Eles nadam na piscina e utilizam os brinquedos do parque”, completa a funcionária. A ousadia dos vândalos vai além do “aceitável”. “Chegam a defecar e espalhar nos brinquedos e paredes. Um absurdo”.

A Emei Leila Berriel Aidar fica na quadra 15 da rua Afonso Pena. Até o final da manhã de hoje, ninguém havia sido detido.

De acordo com a direção da escola, a unidade passou por limpeza e as aulas seriam  retomadas à tarde. Funcionários da prefeitura estiveram no local para o trabalho de reparo na porta do almoxarifado.

‘Eles estão aqui ainda?’

A mãe de uma aluna, a advogada Anna Carolina Mondillo, conta que foi surpreendida na hora de deixar a filha na escola. “Muitas mães não têm com quem deixar os filhos. Não é de hoje que a Emeii sofre com essa situação”, lamentou.

Com apenas 4 anos de idade, a pequena Melissa estranhou a movimentação. “Ela viu as pegadas no chão e perguntou: ‘Eles estão aqui ainda?’ Minha filha sentiu o espaço dela invadido. Isso é uma falta de respeito com o próximo”, desabafou Mondillo.

Éder Azevedo

Vizinhos teriam percebido a movimentação no interior da instituição e acionaram a Polícia Militar (PM)

 

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