Registra-se, por oportuno, que o ser humano consome por dois motivos: para suprir as necessidades básicas como alimentação, saúde, educação, moradia e etc. E para suprir necessidade supérfluas. O que acontece no mundo contemporâneo é que sempre parecemos "precisar" de algo novo. Um celular mais moderno, um computador mais veloz, um carro com melhor desempenho; tudo em função de uma necessidade ditada pelo capitalismo e no aumento do poder aquisitivo de grande parte da população, gerando um ciclo interminável de descarte, onde tudo acaba se inutilizando em pouquíssimo tempo. E faz da cidade um espaço e do seres que nela habitam mecânicos. Vizinhos não se conhecem nem vão no clube aos domingos, já que o espaço de lazer vem sendo substituído por shoppings luxuosos, onde a lei é: você é aquilo que consome.
Nessa perspectiva, para suprir as preferências de consumo, o ser humano acaba por interferir com agressividade no meio ambiente. Por outro lado, modelo social ao qual estamos inseridos é o capitalista. Baseado em inovações tecnológicas e urbanas, visando sempre o que há de lucrativo nesse meio. E fazendo das cidades, espaços onde árvores são raridades naturais em meio a prédios gigantescos. Um contraste social: a favela X o condomínio, lado a lado, mais separando homens com os mesmo direitos sociais. Nesse contexto, é particularmente triste consignar todo esse consumo desenfreado da população contemporânea aliada às necessidades dos indivíduos em acompanhar tendências da moda, transformando a cidade no verdadeiro caos.
Victória Sotero