Extrapolando o mundo diminuto dos quadrinhos, a sociedade clama e sempre clamará pelos chamados heróis! Entretanto, heróis sem aqueles fantasiosos superpoderes, supedâneo do imaginário, do irreal, do faz-de-conta. Mas "heróis de verdade", cujas atitudes integrem simplesmente a definição do que se entende por homem de bem, incondicional enaltecedor da dignidade entre as pessoas.
Inesquecível irmão e amigo Paiva. Todos que tiveram a oportunidade e a satisfação de sua convivência aproximada, compartilhando de sua presença física, moral e altruísta, tanto na labuta diária como policial federal ou tanto nos compromissos da vida pessoal e social, sabem que lhes são inatas e profundas, dentre outras qualidades, a retidão, probidade, o entusiasmo, a dedicação, a coragem, o senso de justiça e, sobretudo, o companheirismo.
Retidão e probidade: não se deixa influenciar pelas miragens e armadilhas da corrupção; na verdade, é um arraigado combatente contra os corruptos e causas corruptoras;
Entusiasmo: abomina o comodismo e ranços da mera expectabilidade. Cultiva uma atuação eminentemente proativa, objetivando a satisfação do bem comum; Hasteia a bandeira da busca do correto e do justo;
Dedicação: a arte da persistência e a firmeza de princípios sempre enrobustecem suas principais metas e objetivos. Procura consagrar o "melhor desempenho possível", fazendo uso de técnicas apropriadas e de salvaguarda;
Coragem: aplica os aprendizados, os recursos disponíveis e o bom senso na rotina de solução de conflitos. Nunca ignora os riscos e alternativas secundárias;
Senso de Justiça: confere isonomia de tratamento, sem eleger hipocrisias desigualitárias; Discerne com maestria o que é prejudicial e incompatível. Sua conduta é uniformemente balizada. Não existem surpresas indesejadas;
Companheirismo: em grau ímpar, fomenta a amizade e o correspondente feed back dela, fazendo-se presente nos momentos adversos e de difícil solução.
Pelo que se bem observa, todas essas invejáveis definições se conjugam inarredavelmente no "tempo presente" e não poderia ser diferente, não obstante a sua ausência física entre nós desde 25 de setembro de 2013.
A essência desse Herói, batizado como Fábio Ricardo Paiva Luciano, deve sempre nos acompanhar e viger nas nossas lidas diárias, seja enquanto homens em família e na sociedade, seja enquanto policiais!
Segundo o que você sempre nos demonstrou, as relações intersubjetivas e sociais devem sustentar-se com o mais alto grau de moralidade e transparência, nunca se sucumbindo ao famigerado egoísmo ou ao egocentrismo apregoado por algumas pessoas e poderes, os quais, legitimados ou não, marginais ou até institucionalizados, acreditam equivocada e irrestritamente que possuem.
Sem maiores delongas ou medo de errar, sabemos que a avalanche meteórica de suas lições vai ficar imortalizada em nossos corações, guiando-nos sempre para as melhores escolhas e condutas aplicáveis, otimizando os resultados a serem obtidos.
Parafraseando o que o nobre compositor expôs, "Amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves dentro do coração, assim falava a canção...".
A despeito da sua ausência física, de certo, os ensinamentos consagrados vão semear, dar corpo e sustância aos seus exemplos de ilibada e esmerada conduta.
Dagoberto Fracassi Pereira - servidor público federal