A defesa do consumidor ainda é a principal bandeira do candidato a deputado federal pelo PRB, Celso Russonanno, que passou ontem (sábado, dia 20) por Bauru. Em entrevista concedida no Café com Política do Jornal da Cidade, afirmou que, em vários artigos, o Código de Defesa do Consumidor contempla serviços públicos, como saúde, educação e segurança pública.
Apresentador do programa “Patrulha do Consumidor”, veiculado pela Record (trabalho que retomará a partir do dia 6 de outubro, após as eleições), Russomanno admite que a informação é desconhecida por grande parte dos brasileiros. “Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, público ou privada. Quero deixar bem claro que entes públicos estão enquadrados no Código de Defesa do Consumidor”, reitera.
Ele, que tenta o quinto mandato a deputado federal, diz estar batendo nesta tecla não apenas em seu programa de televisão, como também por meio do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec), criado por ele. Sendo assim, o código tornar-se mais um instrumento para pressionar e cobrar serviços também prestados pelos governos estadual e federal.
O PRB, legenda que acolhe Russomanno desde 2011, apoia a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e do governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Quando questionado sobre a eventual incongruência se posicionou com um questionamento: “O que é direita e esquerda no Brasil?”. Depois, conclui pela dificuldade em identificá-las. “A gente transita muito bem em relação a isso (apoiar PT e PSDB em instâncias diferentes) e não somos só nós que estamos nestas condições”, acrescenta.
Polícia
Em campanha, faz questão de cumprimentar todos que passam por ele, como fez no próprio jornal, onde também deixou claro que, se eleito deputado, continuará trabalhando pela Polícia Estadual. “Polícia não pode ser nem civil, nem militar. Polícia é polícia”, explica. De acordo com ele, duas propostas de emenda constitucional de sua autoria tramitam pelo Congresso prevendo a criação da Polícia Estadual. “Tem enquete feita pelo Congresso. 53% da população são favoráveis à nova polícia”, conclui.