A região metropolitana de São Paulo deve ter chuvas mais intensas depois das eleições em outubro. A previsão é do Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE), da prefeitura.
A nova estação começou ontem, exatamente às 23h29, mas não deve mudar drasticamente o tempo num primeiro momento. No início da estação, ainda será comum o registro de períodos de tempo seco e baixos índices de umidade relativa do ar.
Além disso, os dias vão se tornando cada vez mais longos, conforme a quantidade de energia solar que chega ao hemisfério Sul aumenta.
As chuvas podem acontecer com grande volume a partir da segunda quinzena de outubro em decorrência de frentes frias de forte atividade, conectadas com a umidade vinda da Amazônia.
As massas de ar polar, que podem seguir as frentes frias deverão deixar algumas madrugadas frias apesar do sol aparecer à tarde, o que provocará grande amplitude térmica. O regime de chuvas deve ficar dentro da média, informou o centro.
São Paulo tem tido escassez de chuva desde o início do ano, o que coloca seus reservatório em situação crítica. O índice do Cantareira chegou aos 8 % da capacidade ontem. O “volume morto” (ou reserva técnica) já está sendo utilizado desde maio.
Na segunda-feira (22), última madrugada do inverno, a temperatura registrada pela estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no mirante de Santana, na zona norte, foi de 12,7ºC. A marca foi verificada por volta das 9h.
PRÓXIMOS MESES
O CGE aponta para a formação do El Niño, que deve atuar de forma moderada pela região nos próximos meses. O fenômeno, que aquece as águas superficiais do pacífico equatorial, deverá deixar as temperaturas mais elevadas do que o normal.