Tribuna do Leitor

Dia do Técnico Industrial


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A educação profissional vem passando por transformações ideológicas decorrentes da implantação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação brasileira (LDB), pela qual mudanças de paradigmas e pressupostos são necessárias. Neste panorama, as organizações escolares necessitam estar atenta aos avanços tecnológicos e às exigências empresariais que se confrontam com mercados globalizados e altamente competitivos. Esta tendência enfatiza o profissional eclético, multidisciplinar, e com autonomia de decisões.


Destaca-se, neste caso, as qualidades que as empresas procuram nos profissionais: "boa apresentação, perspicaz/analítico, criativo/flexível, dinâmico/energético, responsável/dedicado, equilíbrio emocional, capacidade de atuar em equipe, ambicioso/ousado, perseverante, otimista/auto-motivado, conhecimento de informática, qualidade de vida saudável, bom nível cultural, expressão oral e escrita e domínio de outros idiomas".

A educação profissional não poderia ficar alheia a essas transformações, em todo o mundo, uma grande inquietação domina os meios educacionais gerando reformas que preparem o homem às novas necessidades do trabalho. No modelo adotado pela nova legislação brasileira, a educação profissional foi concebida como complementar à formação geral, isso significa reconhecer que para enfrentar os desafios de hoje o profissional precisa cumprir duas exigências fundamentais: ter uma sólida formação geral e uma boa educação profissional.

Os profissionais que vão enfrentar o mundo moderno devem estar preparados para o trabalho e para o exercício da cidadania. Não mais a formação para um posto de trabalho que prepare o homem "executor de tarefas". A "nova" educação profissional forma o trabalhador pensante e flexível, no mundo das tecnologias avançadas. Num país como o nosso que apresenta diversidades físicas, socioculturais e econômicas marcantes, o modelo educacional tem que ser flexível. Os novos currículos vão atender tanto ao mercado nacional como às nossas características regionais. Além de se adaptarem às exigências dos setores produtivos.

Essa formação profissional não se esgota na conquista de um certificado ou diploma. A nova política estabelece a educação continuada, permanente, como forma de atualizar, especializar e aperfeiçoar jovens e adultos em seus conhecimentos tecnológicos. Desta forma, o Colégio Técnico Industrial CTI/Unesp orgulha-se de fazer parte da formação de Técnicos Industriais nestes 47 anos de existência, e nesta data, homenageia e parabeniza todos os Profissionais Técnicos Industriais.

Prof. Antonio José Rosa Junior - Docente do Colégio Técnico Industrial "Isaac Portal Roldán" CTI/Unesp


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