Tribuna do Leitor

Do pó não sairemos


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Cada vez que nossa presidente vai discursar no exterior, sinto vergonha de ser brasileiro. Seus discursos são desenhados para o populacho do sertão nordestino, e não uma plateia internacional, cujos anseios estão além, muito além, dos relatórios do "nosso governo", dos "últimos 10 anos" ou dos números fantasiosos que só engabelam quem desconheça a realidade brasileira. Dilma mostra não representar uma nação, um país ou um anseio justo e coletivo, mas unicamente um partido. E o que é pior, um partido que não se avexa das ligações com grupos terroristas e párias de toda ordem. Em abertura de evento na ONU, Dilma Rousseff, com sua típica máscara anti-imperialista, criticou as intervenções militares americanas contra o estado islâmico (EI), grupo terrorista que usa a decapitação de inocentes para levantar fundos para suas ações criminosas mundo afora. Dilma era um peixe fora d?água, um ponto fora da curva, porquanto ali, diante dela, estava a coalizão de países apoiados pela ONU e empenhados na luta contra o mal. Ela sustentava a "necessidade de diálogo dos beligerantes" sem considerar que o EI só se comunica através de tiros, bombas e mortes no seu reino de terror. Suas falas foram permeadas de um pacifismo unilateral e doentio, em total descompasso com a realidade global.
O passado terrorista de Dilma e da horda que a acompanha, bem como a ligação umbilical do PT com as FARC, ditaduras comunistas, milícias bolivarianas, MST e toda sorte de criminosos em seus quadros, explica sua simpatia pelo EI, mas é inexplicável quando a mesma presidente finge ignorar duas recentes decapitações gravadas e distribuídas pelo youtube, como se fosse apenas mais uma das violentas manifestações das minorias, que tanto defende o petismo. O EI nada mais é que um grupo radical sem identidade, talvez daí venha a afinidade. Contudo, levar essa simpatia em tom eleitoral, para uma plateia internacional, é dessas coisas que apenas gente pequena é capaz de fazer, apenas mais um daqueles deprimentes momentos para ser esquecido na história dessa diplomacia de araque que nos reduz ao pó do cocô do cavalo do bandido.

Ivan Goffi

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