Apae/Divulgação |
|
|
Cavalo Panamá é um dos animais que foi furtado do Centro de Equoterapia “Estrela de Davi” |
Os dois cavalos furtados no final de semana do Centro de Equoterapia “Estrela de Davi”, em Agudos (13 quilômetros de Bauru), ainda não foram localizados. Ontem, a Polícia Civil fez buscas pela região onde eles foram vistos pela última vez, no jardim Danúbio, sem sucesso.
O furto ocorreu na madrugada do dia 27. Ladrões invadiram o Centro de Equoterapia, que fica na estrada Agudos-Bauru, e levaram Fidalgo, Panamá e Sereno, cavalos brancos, sem raça definida, doados para aulas de Equoterapia. No mesmo dia, o primeiro foi recuperado após denúncia.
Sem os animais, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) suspendeu o atendimento terapêutico para seus alunos e pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), no total de 42 pessoas, entre crianças e adultos. As atividades ocorriam às terças, quartas e quintas-feiras.
Jader Biazon, delegado titular de Agudos, informou que as equipes da unidade estão empenhadas na localização dos cavalos e na identificação dos responsáveis pelo furto. Ele contou que já tem pistas sobre os suspeitos, mas preferiu não revelar detalhes para não atrapalhar as investigações.
Solidariedade
A notícia da interrupção da Equoterapia comoveu a comunidade e, ontem, quatro pessoas entraram em contato com a Apae para doarem animais. Segundo a diretora técnica da entidade, Adriana Fortes Deo, um profissional irá avaliar se os cavalos podem ser utilizados nesse tipo de atividade.
“Não é qualquer cavalo que tem esse perfil para trabalhar na Equoterapia”, explica. “Ele tem que ser dócil, tem que ter a pisada certa, o andar do cavalo tem que ser compassado, ele não pode ter problemas na pata, não pode ser um cavalo estressado”.
A diretora emocionou-se com o gesto de solidariedade da comunidade, mas revelou que tem esperança de encontrar Panamá e Sereno, já adaptados à Equoterapia. “As crianças criaram um certo carinho com esses cavalos que foram furtados”, afirma.
“A gente teme pela segurança desses cavalos também porque a gente cria amor, cria vínculos. A gente não sabe se eles estão sendo maltratados”. Quem tiver informações sobre os animais pode entrar em contato com a Apae pelo telefone (14) 3262-2060; com a PM, pelo 190; ou com delegacia de Agudos, pelo telefone (14) 3261-1101.
