Regional

Cavalos continuam desaparecidos em Agudos

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Apae/Divulgação

Cavalo Panamá é um dos animais que foi furtado do Centro de Equoterapia “Estrela de Davi”

Os dois cavalos furtados no final de semana do Centro de Equoterapia “Estrela de Davi”, em Agudos (13 quilômetros de Bauru), ainda não foram localizados. Ontem, a Polícia Civil fez buscas pela região onde eles foram vistos pela última vez, no jardim Danúbio, sem sucesso.

 

O furto ocorreu na madrugada do dia 27. Ladrões invadiram o Centro de Equoterapia, que fica na estrada Agudos-Bauru, e levaram Fidalgo, Panamá e Sereno, cavalos brancos, sem raça definida, doados para aulas de Equoterapia. No mesmo dia, o primeiro foi recuperado após denúncia.

 

Sem os animais, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) suspendeu o atendimento terapêutico para seus alunos e pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), no total de 42 pessoas, entre crianças e adultos. As atividades ocorriam às terças, quartas e quintas-feiras.

 

Jader Biazon, delegado titular de Agudos, informou que as equipes da unidade estão empenhadas na localização dos cavalos e na identificação dos responsáveis pelo furto. Ele contou que já tem pistas sobre os suspeitos, mas preferiu não revelar detalhes para não atrapalhar as investigações.

 

Solidariedade

 

A notícia da interrupção da Equoterapia comoveu a comunidade e, ontem, quatro pessoas entraram em contato com a Apae para doarem animais. Segundo a diretora técnica da entidade, Adriana Fortes Deo, um profissional irá avaliar se os cavalos podem ser utilizados nesse tipo de atividade.

 

“Não é qualquer cavalo que tem esse perfil para trabalhar na Equoterapia”, explica. “Ele tem que ser dócil, tem que ter a pisada certa, o andar do cavalo tem que ser compassado, ele não pode ter problemas na pata, não pode ser um cavalo estressado”.

 

A diretora emocionou-se com o gesto de solidariedade da comunidade, mas revelou que tem esperança de encontrar Panamá e Sereno, já adaptados à Equoterapia. “As crianças criaram um certo carinho com esses cavalos que foram furtados”, afirma.

 

“A gente teme pela segurança desses cavalos também porque a gente cria amor, cria vínculos. A gente não sabe se eles estão sendo maltratados”. Quem tiver informações sobre os animais pode entrar em contato com a Apae pelo telefone (14) 3262-2060; com a PM, pelo 190; ou com delegacia de Agudos, pelo telefone (14) 3261-1101.

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