O governo americano diagnosticou seu primeiro caso de contaminação com o vírus Ebola no país - o primeiro fora da África -, informou o Centro de Prevenção e Controle de Doenças ontem (CDC, na sigla em inglês).
“Até onde sabemos, este é o primeiro paciente diagnosticado (com Ebola) fora da África”, declarou a jornalistas o diretor do CDC, Tom Frieden.
Frieden garantiu haver “risco zero” de que qualquer pessoa tenha sido infectada no voo que trouxe o homem para os Estados Unidos e afirmou que o país será capaz de controlar a doença.
“Não tenho dúvidas de que iremos controlar esta importação ou este caso de Ebola, de forma que não se dissemine amplamente neste país”, acrescentou Frieden.
O paciente foi infectado na Libéria e viajou para o Texas, onde está hospitalizado com sintomas já confirmados como um caso de vírus do Ebola.Não se trata de um funcionário da área de Saúde.
Os médicos americanos Kent Brantly e Rick Sacra, infectados na África Ocidental e repatriados para tratamento em seu país, conseguiram se recuperar da doença.
A epidemia de Ebola já deixou pelo menos 3.091 mortos em países africanos, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Crianças
Cerca de 3.700 crianças na África Ocidental que perderam um ou os dois pais vitimados pelo Ebola, e enfrentam agora o estigma e o abandono, de acordo com a Unicef. O número pode dobrar até meados de outubro, disse agência da ONU para infância.
As crianças são apenas 15% das 3.091 mortes pelo Ebola, sobretudo na Libéria, Serra Leoa e Guiné, taxa abaixo da proporção que ocupam na população, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
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Pascal Guyot/Reuters |
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Doente aguarda atendimento na Libéria; país já registrou 1.830 mortes, segundo a OMS |
