Polícia

Trabalho universitário com simulacro acaba na delegacia

Ana Borges
| Tempo de leitura: 2 min

Luz, câmera e confusão. Esse foi o desfecho de quatro universitários que foram detidos por uma equipe do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), no final da tarde desta quarta-feira (1), após usar um simulacro para produzir um trabalho fotográfico da faculdade.

 

Segundo os policiais rodoviários, por volta das 17h, um motorista que passava próximo a uma passarela da rodovia Marechal Rondon (SP-300), no quilômetro 339, visualizou uma cena aterrorizante. Um jovem apontando uma arma para outro em cima de uma passarela. Imediatamente, foi até à base da Polícia Rodoviária e denunciou.

 

Os policiais foram até o local.  Eles não imaginavam é que se tratava de uma “cena ficcional”. Os quatro estudantes tentavam reproduzir uma sequência de fotos que registrava um acerto de contas para um trabalho de faculdade. O problema é que, para isso, eles faziam uso de um simulacro de arma de fogo, o que, segundo a polícia, é proibido pelo Estatuto do Desarmamento.

 

“Nem imaginávamos que um trabalho nos causaria todo esse transtorno. Não fazíamos a menor ideia que isso poderia ocorrer”, disse um dos alunos, que teve a identidade preservada.

 

Os universitários foram encaminhados à Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde foram ouvidos e liberados. Eles não responderão por crime, mas, o simulacro foi apreendido pela polícia civil.

 

De acordo com o delegado Mário Henrique Ramos, o caso, apesar de cômico, poderia ter tido um desfecho trágico. “Imagine você transitando pela rodovia e vê uma pessoa deitada no chão e outro apontando uma arma. Ainda mais ali, em uma passarela onde já foi cenário de vários crimes reais, um ponto bastante crítico. Por sorte, nada de pior aconteceu. Um motorista poderia ter se assustado e causado um acidente. Ou então os próprios policiais, ao chegarem, poderiam ter atirado em defesa da vítima, imaginando que a pessoa estivesse sofrendo um perigo real”.

 

Arma de brinquedo

 

O Estatuto do Desarmamento se limita a proibir a fabricação, a venda, a comercialização a importação de brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogo, que possam confundir ou aterrorizar as pessoas, exceto para instrução, adestramento ou coleção, desde que autorizados pelo comando do exército.

 

Foto/JCNet

O policial da equipe do TOR mostra a semelhança entre o simulacro usado (acima) e uma arma real 

 

 

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