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Circulares terão câmeras de segurança

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr.

Eletrecista Willian Alves instala câmera em ônibus circular. Equipamento possui sistema infravermelho para filmagem noturna

Em breve, os ônibus do transporte coletivo de Bauru passarão a contar com câmeras de segurança. A previsão é de que, até o fim do ano, os equipamentos já estejam operando em 70% deles, atingindo 100% dos circulares e vans até março de 2015.

É possível, no entanto, que os prazos sejam cumpridos antes do esperado. O objetivo é contribuir para a redução de casos de roubo, furto, vandalismo e uso do ônibus sem o devido pagamento de passagem, bem como utilizar as imagens para elucidar qualquer ocorrência que envolva o veículo, como reclamações de passageiros em relação ao motorista ou mesmo acidentes de trânsito.

A instalação de câmeras de segurança foi uma exigência da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) para a contratação do serviço de transporte coletivo neste ano. A vencedora da licitação foi a Grande Bauru, mas houve um acordo para que a Cidade Sem Limites, cujo contrato ainda está em vigor, também se adequasse.

Juntas, elas irão adquirir 960 equipamentos para serem instalados em 238 ônibus e quatro vans. O investimento é de cerca de R$ 800 mil. A primeira a se adequar será a Grande Bauru, que conta com 165 ônibus e três vans.

O serviço deverá estar em pleno funcionamento até 22 de dezembro. Já a Cidade Sem Limites terá até 22 de março para instalar os equipamentos de segurança em sua única van e seus 73 ônibus.

Cada circular será dotado de quatro câmeras e cada van, de dois equipamentos. “Entendemos que este número mínimo seria o ideal para evitar a existência de qualquer ponto cego”, pontua o gerente de transporte coletivo da Emdurb, João Felipe Lança.

Aprimoramento

Conforme o JC apurou, as empresas ainda estão instalando a fiação nos ônibus para receber as câmeras, que possuem alta resolução e infravermelho para filmagem noturna. Segundo Lança, os equipamentos não irão transmitir as imagens em tempo real.

Os dados serão armazenados em um cartão de memória e, ao final de cada dia, serão baixados em um sistema da central da Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb), que representa a Grande Bauru e Cidade Sem Limites. Estas informações também serão repassadas, de maneira automática, à central da Emdurb.

“Os dados ficarão gravados por 30 dias, período em que qualquer reclamação ou solicitação para investigação poderá ser feita”, alerta o gerente de transporte coletivo. Ele aponta que o sistema trará maior segurança para o motorista e usuários, além de aprimorar a prestação do serviço, já que permitirá o monitoramento de toda a rotina dentro dos veículos.

“Ainda recebemos, por exemplo, reclamações de passageiros que fizeram sinal para o motorista parar e ele não parou. É uma situação que, com as câmeras, teremos condições de verificar”, considera.

A Emdurb espera, ainda, que o índice de pessoas que embarcam e desembarcar dos ônibus sem pagar, de forma indevida, também sofra queda em razão do monitoramento. Estima-se que este público corresponda entre 7% e 12% do total de passageiros do transporte coletivo bauruense.

“Também temos um problema grande com vandalismo, principalmente no período noturno. Acreditamos que este tipo de ocorrência também será combatido”, observa João Felipe Lança.


Poder inibitório

Gerente de transporte coletivo da Emdurb, João Felipe Lança frisa que, pelas experiências de outras cidades, como São Paulo, as câmeras têm desempenhado papel importante para coibir a criminalidade dentro dos ônibus circulares. Embora o número de assaltos tenha sido reduzido a quase zero devido ao estímulo ao uso do cartão em vez do dinheiro, ainda não são raros  os registros de furtos e casos de vandalismo, que podem ser combatidos com o monitoramento.

“O mesmo vale para situações em que o motorista é ameaçado e para pessoas que deixam de pagar a passagem sem ter este direito. As câmeras têm poder de inibir estas condutas e, mais do que isso, servir como provas em inquéritos que venham a ser instaurados para apurar a prática de crimes”, sustenta o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume, comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPM-I).

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