Tribuna do Leitor

Semana Nacional do Trânsito


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Entre pedestres, carros e vias há muitos problemas, cansaços e pressa, muitas vezes em decorrer de uma situação atípica ou do convencional estresse diário. Vivenciamos recentemente a Semana Nacional do Trânsito, o que para muitos pode não ter mais significado, já que os "velhos de casa" já sabem qual horário aquela rua está intransitável ou qual via encurta a volta ao lar. No entanto, nós (ou eu), recém-habilitados, olhamos a essa semana com carinho especial, talvez pelo fato de ser a primeira vez que ela realmente tem eficácia do lado "motorizado da vida", já que possuo dois meses de CNH, ou talvez porque a divulgação desta semana foi de tamanha premência em nosso município que rádios, jornais e escolas apoiaram a causa e a divulgaram.

Sabemos que nossa cidade alavanca seu desenvolvimento em um ritmo muito animador e ainda nos deparamos diariamente com crescimento maior de carros nas ruas, mas este fato pode deixar de ser auspicioso e tornar-se catastrófico se não for bem coordenado. Essa coordenação poderia começar com as autoescolas reforçando na contratação de seus profissionais, pois muitas vezes vemos instrutores ensinando o futuro condutor a dirigir somente para o exame, não o atentando que seu cotidiano poderá trazer inúmeras dificuldades além de trocar de marcha. É necessário dizer também que Bauru contém diversas autoescolas e compete a pessoa fazer a escolha da que lhe parecer mais prudente.

O recém-motorista, ao sair para o trabalho ou a faculdade, segue rigidamente a sinalização, mas confesso que é desanimador ver que o carro magicamente entra na sua frente, sem ao menos se preocupar em dar seta. Nossa preocupação deve ser maior ainda com o ensino que passamos às crianças, essas que não podem crescer achando que as ruas são tatame e entender que se há algum desentendimento ou erro de alguma das partes o melhor é diminuir a velocidade e seguir, e não tirar a cabeça pra fora e ofender. Essa, além de uma ótima lição de trânsito, é uma lição de vida, que deve ser passada e reforçada sempre, de pais pra filhos, de motoristas experientes para motoristas recentes.

Jéssica Fernanda Xavier

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