Esportes

Vôlei: dupla de respeito

Mariana Gasparini
| Tempo de leitura: 3 min

Na próxima segunda-feira (20), o Concilig/Vôlei Bauru encara o Osasco, agora completo, no primeiro dos dois jogos de playoff de quartas de final da Divisão Especial do Campeonato Paulista de Vôlei Feminino, às 20h, no Ginásio Panela de Pressão.

O rival terá a volta das centrais Thaísa e Adenízia, da líbero Camila Brait e da levantadora Dani Lins, que conquistaram a medalha de bronze no Mundial da Itália, no último domingo (12).

Mas se engana quem pensa que só o adversário tem ligação com a seleção brasileira. Pelo lado bauruense, a meio de rede Valeskinha e a ponteira Mari Paraíba já vestiram a Amarelinha.

Uma das mais experientes do grupo de Bauru, Valeskinha, de 38 anos, participou das Olímpiadas de Atenas em 2004 e conseguiu a quarta posição. Quatro anos depois, conquistou o lugar mais alto do pódio em Pequim, na China. Além disso, recebeu um prêmio de melhor bloqueio do mundo, em 2003, quando a seleção conseguiu o vice-campeonato no Mundial do Japão.

Mari Paraíba, de 28 anos, também já figurou o elenco do Brasil no ano passado, mas pelas areias quando, após jogar pelo Minas, migrou para o vôlei de praia durante um ano e disputou a Copa Sul-Americana da modalidade.


Na raiz 

Além de já terem vestido a Amarelinha, Valeskinha e Mari conhecem o Osasco de longa data. A meio de rede já jogou pelo rival nas temporadas de 2002/2003 e 2003/2004 conquistando dois títulos de Superliga (o campeonato nacional). Já a ponteira ficou seis anos na equipe osasquense, garantindo o primeiro lugar no Paulista, na Copa São Paulo, e dois vice-campeonatos de Superliga em 2005/2006 e 2006/2007.


Preparada

Para o duelo da próxima segunda-feira, Mari Paraíba espera um jogo duro. “Eu conheço bem as meninas do Osasco, já joguei lá. É uma grande equipe e que tem muita experiência. Elas vão querer defender o título (Osasco é o atual bicampeão Estadual), mas nós vamos endurecer. Será uma partida de alto nível”, garante a jogadora do Bauru.

Além disso, Mari adianta as orientações do técnico bauruense Chico dos Santos. “Estamos treinando o entrosamento. Nossa arma será não errar, porque quanto menos erros tivermos, melhor para nós. Temos que sacar bem para dificultar o passe delas e fazer com que nosso bloqueio funcione. Estamos preparadas para um bom jogo”, fala.

Aprendizado

Há dois meses no Concilig/Vôlei Bauru, Mari Paraíba garante que aprendeu muito na atual equipe. “Em cada lugar que a gente passa, aprendemos algo. Aqui o time é jovem, a maioria das meninas nunca tinha jogado uma divisão especial. Mesmo assim estou aprendendo com cada uma delas e espero que eu também esteja ajudando de alguma maneira”, diz a ponteira.


Em forma

Fora do condicionamento físico ideal quando chegou a Bauru, Mari Paraíba revela que desde a sua estreia (na derrota contra o Sesi por 3 a 1, no dia 10 de setembro, na Panela) o saldo vem sendo positivo. “Quando cheguei eu estava há quatro meses parada, mas agora estou me sentindo melhor e mais à vontade dentro de quadra. Jogar vôlei é o que eu gosto de fazer, mas sei que ainda posso crescer e evoluir mais”, avalia a atleta.

João Rosan / Quioshi Goto

Ouro em Pequim, Valeskinha (esq.) é bicampeã brasileira; Mari Paraíba foi duas vezes vice do Nacional


 

Comentários

Comentários