A Vila Serrão, bairro localizado na área oeste do município, é um dos mais antigos. Foi aprovado em 1954, ou seja, há 60 anos. Apesar de ser o menos populoso, com aproximadamente 400 moradores, ele também precisa de cuidados e atenção como os outros. É o que reivindicam os bauruenses que residem por lá: mais infraestrutura.
O psicólogo Dorival Vieira, 56 anos, mora em uma chácara localizada na rua Maria Inês dos Santos há mais de seis anos. Até pouco tempo, sua rua, que ainda não possui asfalto, não tinha nem nome.
“Em 2011 pedimos a denominação das ruas, asfalto, enfim, investimentos. Além disso o bairro não tem saída. Apenas uma rua entra e sai aqui”, queixou-se.
A reportagem foi até o bairro e identificou que faltam duas ruas a serem asfaltadas. A via onde mora Dorival ainda parece inabitada: não tem asfalto e gramas cobrem o chão.
O pedido de ajuda ao bairro já foi levado à prefeitura. O requerimento número 017/10, de autoria dos vereadores Roque Ferreira (PT) e José Roberto Martins Segalla (DEM) solicitava melhorias no bairro.
A resposta chegou em maio do mesmo ano: “...temos que informar que a Secretaria Municipal de Obras providenciou a pavimentação com guias e sarjetas de três quadras padrão e o recapeamento de 4,5 quadras de asfalto antigo e a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) providenciou a sinalização das vias pavimentadas”, dizia a o documento assinado pelo prefeito Rodrigo Agostinho.
Em resposta aos questionamentos da reportagem, a assessoria de comunicação da prefeitura respondeu que, “segundo a Secretaria Municipal de Obras, a rua Maria Inês dos Santos, antiga rua 7, na Vila Serrão, ainda não foi aberta porque, praticamente, não é habitada. Mas, assim que houver solicitação de futuros moradores, a Secretaria de Obras executará os serviços de terraplenagem e urbanização do trecho”.
Calçadas
Apesar desta resposta ao pedido dos vereadores, passados mais de três anos, a falta de calçadas na avenida Comendador da Silva Marta continua. A faxineira Marisa Alves não mora no bairro, mas afirmou estar incomodada com a ausência de calçadas na altura da quadra 19 da avenida. “Vim andando e achei um absurdo.” Com relação à ausência das calçadas no trecho entre as quadras 19 e 30, no lado direito (sentido Centro-bairro), o setor de comunicação informou que “a fiscalização da Seplan já notificou os proprietários.