Para a população da cidade de Bauru, assim como em todas as cidades que clamam por água, a estiagem não é motivo para faltar abastecimento. Porque mananciais que fluem naturalmente não faltam. Faltam apenas a inteligência humana e a ação do homem para tirar o proveito que a natureza nos oferece.
Para os órgãos públicos, maquinarias tais como pá retroescavadeira, que alcançam até três metros de profundidade, e mão-de-obra não faltam. É só escavar próximo às nascentes e traçar, ligando a nascente até a represa com tubo de PVC de boa qualidade e de polegadas o suficiente para atender à demanda. Assim como da represa até a estação de tratamento de água, aproveitando a declividade. Com o uso da lei da gravidade, não há necessidade de uso de energia elétrica para bombear.
Outra alerta é quanto às taboas e águapés, verdadeiros consumidores de água que têm a capacidade de secar os mananciais. Nada difícil retirar com pá escavadeira. Bem poderia aproveitar essa época de estiagem para dar uma boa limpeza em torno da represa do rio Batalha, de onde se extrai água para abastecer Bauru. Sugestões acima são experiências próprias. Há mais de quarenta anos atrás, no sítio, eu mesma retirei com a força dos meus braços com auxílio de um barco a remo para retirar as taboas da represa que flutuaram na época da enxurrada. No lugar alto do sítio tem um manancial. Contratei o tratorista, sr. Aparecido Spanholo, para escavar e construí dois tanques no alto do sítio. E, com a enxada, tracei o caminho com a barragem o suficiente para direcionar a corrente de água até os tanques construídos, antes, dispersa em torno do manancial.
Garanto que para executar os serviços acima sugeridos não chega a onerar o cofre da autarquia, no caso, em Bauru, o DAE.
SHIGUEKO SAKAI