Tribuna do Leitor

Em quem acreditar?


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Descontadas a fraquezas de caráter inerente ao ser humano, a corrupção passou do limite extremo no atual governo. Demasiado tarde me convenço que fui traído com o discurso da honestidade, da transparência, quando o PT era ainda um pequeno partido. Após assumir o poder, começou a agir de acordo com a cartilha por eles criticada, tudo em nome da governabilidade. O partido se desfigurou. "O PT faz o que criticava, e o PSDB critica o que fazia."

Mesmo assim, tem que haver a alternância no poder para evitar a perpetuação de partidos, garantir uma renovação com novas ideias. O eleitor tem que assumir essa responsabilidade para o bem da democracia. Se perdemos a oportunidade de alterar o poder estadual (PSDB), não podemos cometer o mesmo erro no governo federal (PT).

Não ao continuísmo. Esse é o nosso grande desafio. Exprimir nosso protesto contra a manutenção de privilégios e a crescente corrupção. O silêncio é a cumplicidade, a solidariedade com a infâmia do continuísmo.

E, finalmente, aos defensores fanáticos do atual governo: foi no governo do PSDB a criação do Fator Previdenciário. Naquela época, o PT foi contra esse mecanismo que só prejudica o empregado. E foi no governo do PT, onde mesmo o Congresso tendo aprovado o fim do Fator Previdenciário, o senhor Lula, então presidente, vetou o projeto. Uma traição aos trabalhadores e à aposentadoria.

 "Os que se prendem ao passado perdem o futuro" (Churchill).

Antonio Carlos Dezimbalsis

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