Quioshi Goto |
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Muitos motoristas param em fila dupla para o embarque dos filhos |
Um aplicativo para celular pioneiro no Interior Paulista representa a mais nova arma em Bauru para tentar acabar com as problemáticas filas duplas nas saídas das escolas, alvos constantes de reclamações por parte dos motoristas. O chamado “Filho Sem Fila” possibilita que funcionários sejam alertados via tablet quando os pais estiverem a 300 metros da escola. Com isso, eles poderão agilizar a liberação dos alunos, desafogando o trânsito. O fluxo será organizado pela Emdurb por meio de um corredor especial demarcado por cones e quem desrespeitar será autuado.
Há vários anos, representantes da Emdurb e do Colégio São José - escola piloto do projeto - vêm discutindo propostas para evitar as filas duplas de carros que se formam nas ruas Gustavo Maciel, Antônio Alves e Bandeirantes nos horários de entrada e saída. Em 2011, foram criadas vagas rotativas, com placas sinalizando a proibição de estacionamento das 6h30 às 7h30, das 11h às 14h, e das 17h às 18h30, horários em que elas são destinadas exclusivamente ao embarque e desembarque.
Recentemente, a escola criou horários diferenciados de saída, aumentou de três para cinco o número de portões e ampliou a quantidade de funcionários. Mas as medidas não foram suficientes para solucionar o problema, de acordo com Gustavo Cardoso, gerente técnico de infrações da Emdurb. “A nossa frota vem crescendo todo mês, o colégio vem aderindo mais crianças e isso vem sufocando a parte do trânsito”, declara.
Após várias pesquisas, a alternativa encontrada pela instituição de ensino foi recorrer à tecnologia. Valter Xavier, diretor pedagógico do São José, conta que, em uma dessas pesquisas, conheceu o aplicativo “Filho Sem Fila”, já utilizado por grandes escolas de São Paulo.
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Funcionamento
Xavier explica que o aplicativo poderá ser baixado gratuitamente pelos pais em smartphones do sistema iOS e Android. Por meio dele, a foto do aluno aparecerá na tela do tablet do funcionário da escola quando o pai do aluno estiver a cerca de 300 metros.
Simultaneamente, a imagem do estudante será reproduzida em telões espalhados pelo pátio em locais próximos aos cinco portões de saída e o nome dele será chamado pelo microfone. Com isso, funcionários poderão agilizar a saída e embarque do aluno, evitando a formação das filas duplas.
“Hoje, a gente tem o auxiliar que chama e procura no pátio a criança, mas, muitas vezes, essa criança está brincando e não está prestando atenção no áudio”, relata Andréa de Lima Gomes, responsável pelo setor de Tecnologia da Informação (TI) do São José.
Início
Segundo a responsável pelo TI, a previsão inicial é de que pelo menos 30% dos pais dos 1.780 alunos matriculados hoje na unidade, desde a educação infantil até o 9.º ano do Ensino Fundamental, utilizem o aplicativo. “Com 30% de adesão dos pais, você reduz em 50% as filas e de 15 para 5 minutos o tempo de espera. É um ganho muito significativo”, avalia. Ela explica que, assim que o aplicativo for disponibilizado nas lojas virtuais para download, o projeto terá início.
Mesmo sem contar ainda com o reforço da tecnologia, porém, a Emdurb informou que irá implantar, na próxima segunda-feira, o sistema de corredor especial. Inicialmente, a fila de cones será formada apenas na quadra 12 da Antônio Alves. “O São José já tem uma logística de o aluno ficar esperando antes da catraca. Nós já vamos colocar os cones tentando conscientizar os pais de como vai funcionar”, explica Gustavo Cardoso.
Segundo ele, quem desrespeitar a área destinada ao embarque e desembarque dos alunos será autuado pelos fiscais de trânsito. “A gente pede que os pais respeitem o comunicado do colégio e as orientações que a Emdurb vem dando porque, com isso, nós vamos agilizar o trânsito tanto para os pais quanto para motoristas que utilizam as vias de trânsito”, ressalta.
Custo
O Colégio São José conta que investiu aproximadamente R$ 15 mil na implantação do “Filho Sem Fila”, incluindo custos com a aquisição do direito de uso do aplicativo, compra dos equipamentos e capacitação dos funcionários. Além disso, a escola terá um gasto mensal não informado por aluno que aderir ao projeto.
De acordo com Valter Xavier, diretor pedagógico da instituição, os custos serão assumidos integralmente pela unidade e não serão repassados aos pais. “Nós temos essa preocupação com a qualidade de vida não só do nosso aluno, mas também de Bauru”, afirma.

