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Vítimas do acidente em Ibitinga são enterradas em Borborema

Paola Patriarca
| Tempo de leitura: 4 min

Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

Enterro foi realizado na manhã desta quarta-feira (28) e centenas de pessoas acompanharam

Tristeza, choro, dor e forte comoção. Este foi o clima do enterro de dez das 11 vítimas fatais do acidente que envolveu um ônibus com estudantes do ensino médio de Borborema (97 quilômetros de Bauru) na rodovia Deputado Leônidas Pacheco Ferreira (SP-304), na noite desta segunda-feira (27), em Ibitinga (90 quilômetros de Bauru). (Veja cobertura do acidente aqui)

As vítimas começaram a ser sepultadas no Cemitério Municipal Antônio Barbosa por volta das 8h desta quarta-feira (29) após serem veladas em uma cerimônia coletiva no Ginásio de Esportes Biazotão, que reuniu mais de 4 mil pessoas. ( Leia também Tragédia deixa Borborema de luto)

Após uma missa de corpo presente e celebração evangélica, cerca de 800 pessoas, entre familiares, amigos e moradores do município, acompanharam o sepultamento dos sete estudantes, duas professoras e uma diretora.

Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

Missa de corpo presente foi celebrada antes dos sepultamentos

Os primeiros corpos enterrados foram os das professoras Margarete Lucas dos Santos e Márcia Martins de Carvalho Biasotto, que deixaram o ginásio por volta das 8h40 sob aplausos, canções e homenagens feitas pelos alunos e familiares.

Já o corpo da professora Roseneide Aparecida Casetta Montera foi velado e enterrado em Itápolis (100 quilômetros de Bauru).

De acordo com a prefeitura de Borborema, o comércio abrirá hoje só após o meio-dia. O município, devido à tragédia, decretou três dias de luto.

Acidente

O acidente aconteceu por volta das 23h30 desta segunda-feira (27), na altura do quilômetro 368 da rodovia Deputado Leônidas Pacheco Ferreira (SP-304), em Ibitinga.

 

 

Conforme o JC publicou, um ônibus fretado, que trazia alunos e professores da Escola Estadual Dom Gastão Liberal Pinto, de Borborema, voltava de uma excursão cultural em São Paulo e seguia sentido Ibitinga-Borborema. Porém, por motivos a serem apurados, ele colidiu contra um caminhão carregado com 27 mil litros de óleo vegetal.

Devido ao forte impacto, a lateral direita do ônibus foi totalmente arrancada e algumas vítimas foram arremessadas para fora do veículo.

Já a frente do caminhão se desintegrou do tanque e um incêndio tomou conta dos veículos. Sete estudantes, três professoras e uma diretora morreram na hora.

Outras 29 pessoas ficaram feridas, entre elas três seguem internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Leonardo Lucas dos Santos e Larissa Botaccini estão  na UTI do Hospital de Base de Bauru e não foi divulgado o estado de saúde. Já Letícia da Silva Pinto está em estado estável na UTI da Santa Casa de Ibitinga, mas não corre risco de morrer.

Empresa fala sobre acidente

A diretora da empresa de ônibus Jabotur, Renata Bressan, disse ontem que 80% do acidente pode ser atribuído à falta de sinalização no trecho da rodovia e informou que as vítimas estão recebendo cobertura médica e assistência funerária.

Segundo ela, perito particular constatou informalmente que a colisão ocorreu na faixa do ônibus, o que indicaria que o caminhão teria invadido a pista contrária. O laudo oficial da Polícia Científica deverá sair em 30 dias.

No local do acidente, há obras em execução pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER). Apesar de declarar que a rodovia estava bem sinalizada, ontem, o DER começou a fazer a pintura das faixas de solo no trecho.

Professora diz que foi 'salva' por defeito em ar-condicionado de ônibus

Folhapress

A supervisora de ensino da Secretaria de Educação de Borborema  Valdirene Martins Carvalho, 43 anos, disse nesta quarta-feira (29) que foi "salva" do acidente com o ônibus de excursão escolar por um defeito no equipamento de ar-condicionado do veículo.

A colisão com um caminhão deixou 11 mortos nesta segunda-feira (27) em Ibitinga (a 347 km de São Paulo), no km 360 da rodovia Deputado Leônidas Pacheco Ferreira (SP-304).

"Fui salva por uma providência divina. Não era para eu estar naquele ônibus. Fiquei aqui para cumprir uma missão. A missão de organizar (o velório), ajudar e dar apoio às famílias", disse Valdirene.

De acordo com ela, um dispositivo localizado no teto do ônibus - o mesmo que se envolveu no grave acidente -, que direciona o ar frio ao passageiro, teve problemas. Por isso, ela optou por um outro ônibus.

Ao todo, três veículos fizeram a excursão, levando 111 pessoas, entre estudantes, professores, mães de alunos e monitores, como Valdirente, que normalmente ajudam a cuidar dos alunos em viagens para fora da cidade.

 

 

 

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