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Intensidade, personalidade e talento sempre estiveram ao lado de Tim Maia (1942-1998). Loucura, irresponsabilidade e altos e baixos também. Essa mistura contraditória de um cantor que marcou gerações não só por sua música, mas também por sua vida pessoal conturbada, instigou jornalistas, escritores e agora um diretor de cinema a retratar a trajetória do rei do soul nacional. Baseado na biografia “Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia”, do jornalista e produtor musical Nelson Motta, estreia hoje “Tim Maia”, longa com 2h20 de duração, dirigido por Mauro Lima.

Nele, Sebastião Rodrigues Maia, apelidado mais tarde de “Tim” pelo produtor Carlos Imperial (Luis Lobianco), passa sua adolescência na Tijuca, no Rio, vendendo marmitas preparadas por sua mãe. Robson Nunes interpreta Tim nessa primeira fase de sua vida, cheia de sonhos, dificuldades financeiras, temperamento explosivo e iniciativa de sobra para tentar emplacar sua música.

“Quis mostrar o que o público teria curiosidade em saber sobre o artista. O Tim Maia é praticamente uma lenda”, resume o diretor, Mauro Lima. “A biografia dele tem vocação para filme. Tim foi preso, roubou carro, se envolveu com drogas, aprontou todas. Eram tantas coisas, que seria difícil caber no tamanho de um filme. Muita coisa ficou de fora. Se fosse pegar a vida dele toda, eu teria que fazer uma série para a TV”, completa. O longa mostra as décadas de 1950, 1960 e 1970 e, depois, pula para a de 1990.

Babu Santana e Robson Nunes dividem a interpretação do astro. “Tivemos um ensaio juntos, à parte. Quis fazer o Tim por trás das câmeras, mais humano. É difícil fazer alguém que já existiu, porque a figura dele existe. Pensei nele como um mito na casa dele, com os problemas de qualquer ser humano”, conta Babu, que engordou 15 kg para o longa.

Reprodução Internet

Longa tem mais de 2h de duração e retrata as várias fases do músico considerado o “rei do soul”

 

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