Esportes

Luto: adeus em azul e vermelho

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Três dias antes de completar 94 anos de idade, morreu ontem em Bauru o ex-zagueiro Gino Bacci, um dos maiores ídolos da história do Bauru Atlético Clube (BAC), e que depois, deixando a rivalidade de lado, tornou-se dirigente do Esporte Clube Noroeste. O corpo do ex-jogador está sendo velado na Sala 1 do Centro Velatório Terra Branca (R. Gerson França, 5-55), e o enterro está marcado para as 10h, no Cemitério da Saudade. Gino deixou as filhas Maria Izabel e Adele, além de Pelegrino Bacci Neto, filho de Gino que morreu recentemente.

Gino Bacci nasceu em Bauru no dia 1.º de novembro de 1920, e começou a carreira de jogador no Guedes de Azevedo, equipe que disputava o campeonato da cidade, recorda o historiador, memorialista e editor do suplemento Bauru Ilustrado, Luciano Dias Pires. “O Gino Bacci foi depois para o Luzitana, que anos mais tarde mudou de nome para Bauru Atlético Clube. Ficou lá nos anos 40, até 1953, quando foi para o Noroeste”, menciona Pires.

No Alvirrubro, a passagem de Gino Bacci nos gramados seria bem mais discreta. “Eu não me recordo de nenhum jogo oficial dele. O Gino treinou com aquele elenco que conseguiu o acesso para o Paulistão, e depois encerrou a carreira. No fim da década de 50 e nos anos 60, foi dirigente do Noroeste. Ele era um ferrenho defensor do BAC enquanto atleta, mas depois que parou de jogar administrou com tranquilidade essa rivalidade e trabalhou no Noroeste”, cita o memorialista.

São Paulo

Luciano Dias Pires salienta que Gino Bacci teve a chance de atuar pelo São Paulo, nos anos 40, mas acabou voltando a Bauru por questões familiares. “O pai dele era dono do tradicional Hotel Avenida. O Gino chegou a treinar no São Paulo, mas o pai pediu para que voltasse a Bauru e ajudasse no hotel”, comenta.

Companheiro

A dupla de zaga do BAC na década de 40 tinha Gino Bacci e Geraldo Crenite, que mora até hoje em Bauru. “O Gino foi um grande companheiro, um grande amigo mesmo, era uma pessoa excelente. Nos últimos anos, conversava muito com ele por telefone”, conta Crenite. O ex-defensor do BAC tem lembrança especial de Gino Bacci. “Foi ele quem me iniciou no futebol. Sinto demais pela perda dele, foi um grande amigo”, relata Crenite.

Comentários

Comentários