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Brasil terá 3ª maior alta de gastos públicos do G-20

Estadão Conteúdo
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Enquanto a economia está em recessão técnica, os gastos públicos continuam crescendo e o Brasil será o terceiro país que mais vai aumentar despesas em 2014 entre todos os países do G-20. Isso reforçará a posição do País como emergente com mais gastos públicos e o sexto país cujo governo tem mais despesas no grupo das 20 maiores economias - atrás apenas de França, Itália, Alemanha, Canadá e Reino Unido.

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Gastos públicos continuam crescendo e o Brasil será o terceiro país que mais vai aumentar despesas em 2014

Estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra que os gastos públicos brasileiros aumentarão praticamente um ponto porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano - o equivalente a cerca de R$ 50 bilhões. Segundo previsão do Fundo, o total das despesas públicas passará de 41,12% do PIB em 2013 para 42,05% em 2014. O aumento esperado só será menor que o registrado em dois países do G-20: Argentina (cujos gastos crescerão 3 pontos porcentuais do PIB) e Arábia Saudita (2,3 pontos).


A despesa crescente sem contrapartida na arrecadação é tema que desperta atenção crescente dos analistas. Um das preocupações é que os gastos públicos avançam e, mesmo assim, a economia não reage.


Ao abrir a torneira para as despesas do governo, o Brasil consolida sua posição como emergente com maior gasto público do G-20. O ano deve terminar com o equivalente a 42,05% do PIB brasileiro em despesas do governo. A cifra é comparável à de países ricos: Alemanha gastará 44,2% do PIB, Canadá, 44% e Reino Unido, 42,5%. No topo da lista, estão França (51,7%) e Itália (55%). Esses dois países, inclusive, têm sido pressionados pelo Banco Central Europeu (BCE) para realizarem reformas e melhorar a situação das contas públicas.


Entre os emergentes, a Arábia Saudita terminará o ano com gastos públicos de 40% do PIB e Argentina, com 39,9%. Junto com o Brasil, são os três países que mais gastam. Os árabes, porém, têm forte arrecadação, de mais de 45% do PIB, graças aos royalties do petróleo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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