Tribuna do Leitor

Rodízio de Água


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Quebrando o silêncio a que me impus desde os idos do ano de 2008, não me contive em comentar a situação vivenciada por milhares de bauruenses, onde me incluo, com o famigerado rodízio no fornecimento de água potável pelo DAE.

Na minha opinião, o DAE , desde há muito tempo não assume a responsabilidade quanto a gerir o abastecimento de água em Bauru. Já em 2005, conforme alertado pelo Jornal da Cidade, a crise de água hoje instalada já era anunciada.

E, daquele ano até os dias de hoje, nada foi feito em termos de planejamento e obras para evitar-se o problema, a não ser a implantação agora do rodízio no fornecimento de água para determinadas regiões da cidade.

Não sou contra o rodízio, porque dentro da situação de crise que foi anunciada e não prevenida por inércia da administração pública, é a maneira mais democrática de minorar suas consequências.

Mas como tudo que é de atribuição da administração pública de Bauru é improvisado, o rodízio para fornecimento de água não funciona, e isto porque porque para muitos, inclusive para mim, um dia não tem fornecimento e no outro também não.

Como está em moda a divisão de classes, para o DAE a cidade de Bauru possui três categorias de cidadãos. Os de primeira, que recebem água dos poços artesianos todos os dias, os de segunda, que recebem água dia sim, dia não do rio Batalha, e os de terçeira, que recebem água quando o senhor presidente do DAE resolve determinar que se aplique maior pressão na rede.

Por isso, quebrando o silêncio, torno público que não abdico do meu direito de ser considerado cidadão igual aos outros, com as mesmas obrigações e com os mesmos direitos. Persistindo a situação de desigualdade antes mencionada, certamente não hesitarei em responsabilizar civil e, se for o caso, criminalmente os agentes públicos responsáveis.

Emir Maddi

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