Polícia

MP pede pena de 31 anos a acusado

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Após audiência realizada no início deste mês na 1ª Vara Criminal de Bauru, o Ministério Público (MP) se manifestou a favor da condenação de Reinaldo de Oliveira Montovani, 31 anos, pelo crime de latrocínio, que culminou na morte da própria mãe Clarice de Oliveira Montovani, 57 anos (leia mais a seguir). O MP pede ainda uma pena de 31 anos e quatro meses de reclusão, a serem cumpridos inicialmente em regime fechado, além de multa.

 

“Na audiência, a irmã do acusado testemunhou dizendo que ele não teria sido o autor do crime. Contudo, as provas levam à condenação. Estou convencido”, justifica o promotor Paulo Sérgio Foganholi. 

 

Segundo ele, a pena para o crime de latrocínio varia entre 20 e 30 anos, mas o promotor pediu 31 anos e quatro meses por conta de dois agravantes. O primeiro seria pelo fato de o acusado ter diversas passagens pela polícia, além de o crime ter sido praticado contra a ascendente, ou seja, a mãe dele. 

 

Para a Justiça sentenciar, falta agora a manifestação da defesa de Reinaldo, que ficou a cargo da Defensoria Pública.

 

De acordo com Priscila Domiciano da Silva, defensora pública que fará a defesa final, o processo é realmente de sua responsabilidade, mas um colega fez a audiência e ela mesma fará a defesa final. 

 

Contudo, Priscila declarou que prefere não se posicionar já que ainda não teve acesso à manifestação do MP. “O processo ainda não chegou em minhas mãos e, só a partir deste momento, eu vou conseguir analisá-lo e me posicionar sobre o assunto”, reitera.

 

O caso

 

Conforme o JC publicou, Clarice de Oliveira Montovani, 57 anos, havia acabado de vencer um câncer. A batalha da mulher, todavia, pareceu ter sido em vão. No último dia 8 de abril, ela foi encontrada morta no banheiro de casa, que fica na quadra 1 da rua dos Metalúrgicos, no Núcleo Residencial Gasparini, em Bauru. Segundo a Polícia Civil, a vítima teria sido asfixiada por um fio de torradeira e, já naquela época, o principal suspeito era seu próprio filho.

 

O que levantou as suspeitas foi que os portões da residência estavam trancados e sem sinais de arrombamento, provando que o autor entrou na casa com o consentimento de Clarice. O carro, o dinheiro e o celular da vítima tinham sumido. 

 

No dia seguinte, Reinaldo se entregou à polícia e negou ter matado a mãe, mas confessou a subtração dos objetos e a troca do telefone por droga. Ele segue preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru.

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