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O pedido

João Pedro Feza
| Tempo de leitura: 2 min

Prezado jovem: você já votou para presidente e cumpriu seu dever. Parabéns. Assim é que se faz. Você, se for ainda mais jovem, também põe à prova seu empenho no Enem até hoje. Ainda dá tempo de desejar "boa sorte". Concentre-se, acerte e convença. Nós, que moramos na casa dos 40, ficamos felizes com jovens (ainda na casa dos pais) já tão efetivos: protagonistas na sociedade em tantos trabalhos comunitários; dinâmicos na economia ativa; reflexivos e contestadores dentro e fora das escolas; espertos em ramificações das artes, além dos esportes e da ciência. Condutores de uma nova era de capacidades em ebulição.

Mas, e não é sermão depois dos elogios, tenho um pedido a fazer: prezado jovem, cuide-se melhor. Sei que, na montanha-russa das sensações da idade, flerta-se com o perigo. Mas não faça isso no trânsito. Não faça isso na cama. E por que essa conversa toda? Porque tem jovem demais se envolvendo em acidentes muito graves ? e igualmente se expondo demais à gravidade do sexo inseguro.

Dê um "google" aí: não faltam pesquisas recentes a reiterar os alertas. Não se trata de papo careta, como se dizia, por parte de gente aborrecida: é só a realidade, simples e não tão pura.

Claro que adotar cuidados cruciais (no trânsito e na cama) vale para qualquer um, mas fica ainda mais pesada a tristeza ao ver os mais novos em encrencas tão dramáticas. Porque jovem é para brilhar, expandir e contagiar. Não é para se contaminar, trombar e sofrer. Evite tolos riscos, seja no silêncio da intimidade ou na histeria das ruas. Faça só por você. Um provérbio diz que perigo e prazer dão no mesmo galho. Está nas suas jovens mãos o que colher disso.

O autor é editor executivo do JC

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