Tribuna do Leitor

Não conversamos com terroristas


| Tempo de leitura: 2 min

Passada a eleição, Dilma alardeou que está disposta a conversar, mesmo sem se dar conta de que, de forma avassaladora, sul, sudeste e centro-oeste escolheram Aécio para presidir o país numa proporção desastrosa para o petismo: mais de 65%! No saldo geral, uma diferença irrisória quase tirou aquele grupo do poder, que só se manteve por causa do terrorismo que os integrantes da sigla conhecem desde a juventude devotada ao comunismo armado. Sim, essa eleição representou uma cisão no país e deflagrou um nítido sentimento de "basta".
O PT protagonizou a campanha mais suja e perversa da história da república. Nesse ponto, Lula poderia bem dizer "nunca na história desse país...". Em Minas, onde Dilma se regozija de ter vencido Aécio, usou impunemente milhares de carteiros dos Correios como cabos eleitorais, num movimento coordenado pela cúpula partidária e dos diretores da estatal. Mais uma vez, dinheiro e instituição públicos serviram para fins pessoais. No nordeste, fiel da balança a favor do PT, a situação foi mais indecorosa. Centenas de municípios mantidos reféns do bolsa-família criaram um triste exército de desesperados com as notícias de terror, habilmente espalhada até mesmo via torpedos cadastrados no programa oficial. No mais, Dilma encampou uma campanha de destruir reputações, espalhar o medo e alavancar mentiras.
Não é hora desse Brasil que despertou abaixar a guarda. Nem desanimar com o resultado. Venceram no ideal, mas perderam pelo uso covarde do terrorismo eleitoral. Os discursos xenofóbicos de Lula e Dilma no nordeste não podem ser esquecidos. As armas não podem ser guardadas, porquanto representam a justiça que tanto precisa da luta pela moralidade, pela decência, pela ética e fim de uma corrupção arraigada no governo. O país é vítima de crimes continuados de Estado. A permanência do PT no governo significa a manutenção não apenas da corrupção, mas da impunidade e decadência. Que o lema norte-americano para os criminosos internacionais seja o nosso mantra do futuro: não negociamos com terroristas.

Ivan Garcia Goffi

Comentários

Comentários