Tribuna do Leitor

A desconstrução da imagem e a oposição


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As últimas eleições para presidente trouxeram fatos lamentáveis protagonizados quase sempre pelo PT, iniciando com Campos, depois com Marina e terminando com Aécio, conhecida dos marqueteiros como "desconstrução de imagem". Isto trouxe um sentimento de extrapolação de limites que se não é ilegal (tenho sérias dúvidas disto), certamente ultrapassa os limites da ética.

A utilização no debate por Dilma de um episódio onde teria supostamente Aécio teria dirigido alcoolizado. Sabedora de que fotos suas totalmente ?trêbada?, carregada por assessores saindo de um restaurante em Portugal e na função de presidente em escala secreta paga pelo erário brasileiro, já circulavam a internet e ainda de que seu padrinho político Lula não é exatamente um bebedor de guaraná. Estes ataques agravaram a situação levando a discussão para o campo pessoal. Depois a acusação comprovadamente falsa de nepotismo em relação à irmã de Aécio, novamente tendo Dilma abrigado em governos amigos do PT o ex-marido e o irmão como funcionários fantasma.

Estes fatos e muitos outros do gênero como mentiras e boatos espalhados na internet levaram a uma ruptura entre governo e oposição que pode ser útil ao país gerando uma oposição de verdade que não permita que um partido (PT) notoriamente de tendências hegemônicas e de aparelhamento da máquina pública e ainda realizando a cobrança em desvios de conduta e apuração da corrupção, seja na Petrobras seja em outros órgãos do governo.

Pela amostragem desta semana teremos uma oposição eficiente que nunca tivemos, que sequer dará uma trégua inicial à presidente e às críticas às promessas já quebradas na primeira semana como aumento dos combustíveis, eletricidade e da taxa Selic, negados na campanha, e ainda notícias importantes represadas, como o aumento de pessoas na miséria no Brasil, o aumento do desmatamento e pior com a possível nomeação de um ministro da fazenda ligado a bancos. Já que isto foi utilizado na campanha para atacar Marina, acusada de entregar se eleita a economia aos banqueiros, esta situação é quase inadiável já que os nomes conhecidos, exceto os de banqueiros, não gozam de confiabilidade do mercado.

Esta oposição realizada de forma equilibrada poderá não só qualificar a oposição e demonstrar suas posições, mantendo um elo com os 51 milhões que votaram em Aécio e mais os 32 milhões que não compareceram ou anularam seu voto e até mesmo os que acreditaram no PT e em suas promessas desde já não cumpridas.

A posição de Dilma e do PT é muito delicada, já que continua o clamor popular voltando as ruas e com um novo componente devido à irresponsabilidade de Lula ao tentar dividir o Brasil entre nós e eles, nortistas e sulistas, pobres e ricos e fatos novos comprometedores com as delações premiadas ainda virão.


Márcio M. Carvalho

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