Cultura

Afro urbano


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O grupo Aláfia é atração amanhã, a partir das 21h, na área de convivência do Sesc Bauru, em show gratuito. No repertório, canções de seu primeiro disco, homônimo à banda, que reúne uma mostra o genuíno trabalho do grupo com influências dos batuques da umbigada, jongos e bailes black, ensaios de escola de samba e partido alto, revisita a antiga relação África-Brasil e usa como contraponto a música norte-americana, como o soul, funk, rhythm ‘n’ blues. Em sua sonoridade original, Aláfia traz a aliança entre elementos da música tradicional e o som contemporâneo.

Suas referências e inspirações são canções de Wilson Batista, Mano Brown, o grito e agressividade de James Brown, a palavra em luta de Gil Scott Heron e Last Poets, o espírito funk de George Clinton e Stevie Wonder. “Aláfia é explosão, oferenda e ritual. Da batucada ao baile funk”, se autodefine o grupo, que trabalha a preservação dos sons e das melodias evocadas a partir das raízes instintivas, expressados por africanismos, cultura popular brasileira, revolução do hip hop, passando por funk, jazz, soul.

“Os elementos da cultura negra estão bastante diluídos no nosso som. A coesão se dá através da reverência estética e política à questão ancestral”, define o violonista e vocalista Eduardo Brechó, em entrevista ao Sesc. “Quando tratamos de África na diáspora não nos referimos mais ao continente ou a uma cultura africana específica, mas à raiz das centenas de povos que ascendemos e à sua vida antes do transplante transatlântico”, declara o músico.

Aláfia é formado por Brechó (voz, violão e direção musical), Xênia França (voz), Jairo Pereira (voz), Alysson Bruno (percussão), Lucas Cirillo (gaita), Pipo Pegoraro (guitarra), Gabriel Catanzaro (baixo), Gil Duarte (trombone), Filipe Vedolin (bateria) e Fabio Leandro (teclado).

A carreira do grupo começou em 2011, quando o Aláfia esquentava afinidades em uma temporada de shows em bares no centro de São Paulo. A fala da rua, o frescor dos encontros e o contato profundo com a ancestralidade afro-brasileira são aspectos fundamentais nas criações do grupo.

  • Serviço

Show do Aláfia no Sesc Bauru amanhã (19/11), às 21h. Recomendação etária 12 anos. Entrada grátis. O Sesc fica na avenida Aureliano Cardia, 6-71. Informações: (14) 3235-1750 ou pelo portal sescsp.org.br/bauru


Disco é recorte

O primeiro disco do Aláfia traz uma mostra do trabalho que a banda desenvolve há três anos. “O repertório do álbum nasceu principalmente e basicamente de um recorte pop baseado na extrapolação de pontos fundamentais da nossa cultura. Há uma proposta de narrativa no disco que procura tocar em temas existenciais de maneira sutil. Há esta relação com um passado desconhecido, o amor romântico, o amor à música, a luta do dia a dia, o sexo, a tecnologia e a natureza falando sempre mais alto”, resume o violonista e vocalista Eduardo Brechó, em entrevista ao Sesc.

 

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