Quioshi Goto |
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Tenente-coronel Kitazume explica que objetivo é uma boa interação |
É uma política da Polícia Militar (PM) no Estado de São Paulo, há pelo menos 20 anos, trocar os oficiais das bases comunitárias de segurança de tempos em tempos. A medida tem como objetivo aproximar a comunidade da PM. O resultado é o conhecimento melhor da área e, consequentemente, a redução de crimes.
Desde a semana passada, o 1.º tenente Bruno de Oliveira, que é bauruense, veio de São Paulo para assumir o comando da base Centro. Entre maio e agosto de 2015, o 1.º tenente Rodrigo de Angelo deve ser promovido, por isso, ele deixa o 2º. Pelotão de Força Tática para assumir o comando da Base Noroeste.
O anúncio foi feito pelo comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Flávio Jun Kitazume. Para ele, a proximidade com a vizinhança, prezada há tanto tempo, é a grande receita do sucesso do policiamento comunitário.
“É para ajustar a necessidade dos oficiais, como é o caso do tenente Angelo, que está prestes a ser promovido, e também melhorar o relacionamento com a comunidade. No caso do tenente Bruno, ele veio de São Paulo e usará todo esse aprendizado na área central. Esses novos comandantes devem priorizar o vínculo com a comunidade, para que haja uma boa interação com a população”.
‘Sangue novo’
Apesar de ser bauruense, o tenente Bruno de Oliveira passou 14 anos desempenhando seu papel de policial militar em São Paulo. Ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco em 2001, formou-se em 2004 e serviu ao 9.º Batalhão da Zona Norte até 2007. Nessa vivência no batalhão, também fez parte da equipe de Força Tática durante dois anos.
No ano seguinte, compôs a equipe do 1.º Batalhão de Polícia de Choque-Rota, uma tropa considerada como uma força tática mais aprimorada, especializada. Lá, ele permaneceu por sete anos.
Por conta de seu bom desempenho, Bruno foi escolhido a participar de uma missão das Forças de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2009. “Fiquei um ano no Sudão, atuando com policiais de diversas nacionalidades. Tínhamos o objetivo de reestruturar a polícia sudanesa, investigar e identificar as violações aos direitos humanos. Foi um ano de grandes experiências e que levarei até o fim da vida”, disse.
Há uma semana e meia na base comunitária de segurança da área central de Bauru, Bruno já definiu suas duas primeiras linhas de atuação: melhor relacionamento com os comerciantes e comerciários, além de atuar diretamente contra o tráfico de drogas e rotas de fuga.
“O nosso vizinho é o comerciante e quem trabalha no comércio. Muitos deles moram mais aqui do que nas suas próprias casas. Vamos oferecer palestras com orientações para reduzir o índice criminal na área. Além disso, queremos coibir ações na Praça Rui Barbosa, por exemplo. Já identificamos as rotas de fuga daqueles que cometem pequenos delitos e vamos fechar o cerco estrategicamente. Isso também faz parte da revitalização do Centro. Eu amo Bauru e estou muito feliz de estar de volta para desempenhar meu trabalho aqui”, finalizou o tenente Bruno de Oliveira.
Futuro capitão
Futuro capitão, o tenente Rodrigo de Angelo, que assume a Base Noroeste da PM, também é formado pela Academia Barro Branco. Entre 2002 e 2005, serviu ao 25.º Batalhão de Polícia Militar em Itapecerica da Serra, Taboão da Serra e Embu das Artes. Em seguida, até o ano de 2007, fez parte da equipe do 1.º Batalhão de Polícia de Choque-Rota.
No mesmo ano, voltou a Bauru, onde mora desde os 5 anos de idade, e comandou a Base Oeste entre 2009 e 2011. Entre 2011 e 2014, foi comandante do 2.º Pelotão de Força Tática.
“Eu já fui comandante da Base Oeste, trabalhei também na Base Noroeste substituindo férias de outros comandantes. Quando fui comandante do 2.º Pelotão de Força Tática, tive a oportunidade de conhecer mais Bauru e até a região. Quero intensificar o policiamento comunitário para que a população confie mais na Polícia Militar. Essa atitude está ligada diretamente à diminuição da criminalidade”.
Em seu lugar, no 2.º Pelotão da Força Tática, assume o tenente Vinícius Takeshi Sayki, que era o comandante da Base Noroeste.
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