Estou em um consultório médico. Apanho uma revista Veja e começo a ler. Concentro-me nas revelações do sr. Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, que tenta diminuir sua pena através da delação premiada.
Diz: - Minhas revelações são tão explosivas e tem um potencial para causar um terremoto político em Brasília. Refere-se ao caixa 2, envolvendo o PP, PMDB e o PT como beneficiários do "Propinoduto". Desse estar envolvidos deputados, senadores e até governadores. Finaliza dizendo que se "Abrisse o bico" não haveria eleições. Depois, talvez querendo amenizar, fala: - Poderia até haver, mas o estrago seria grande.
Gente! ... É ou não é inacreditável? Estamos a menos de uma semana das eleições e temos que engolir guela abaixo tanta podridão envolvendo até governadores? A não ser que seja um ato de sensacionalismo por parte da revista Veja. Não acredito, pois é uma revista de credibilidade incontestável.
Chego em casa, e vou dar uma olhada no Jornal da Cidade. Deparo em "Opinião", com a "pérola" do dr. Ivan Goffi, quando diz que nossa presidenta criticou as intervenções militares americanas contra o estado islâmico (EI), grupo terrorista que usa a decapitação de inocentes para levantar fundos para suas ações criminosas mundo afora. Mostra sua simpatia pelo EI, mas ignora, ou finge ignorar as recentes decapitações, gravadas e distribuídas pelo mundo.
Para encerrar minha caminhada por esse "mar de lama", leio na Coluna do Leitor, a opinião do sr. Carlos Dezimbalis sobre "O porque do voto nulo". Seu pensamento é mudar o presidente(a), governadores, enfim, protestar contra a farsa propaganda eleitoral. Que seja feito um plebiscito. Uma reforma radical no atual sistema eleitoral. Termina dizendo: - "Até a próxima eleição, quando seremos considerados cidadãos novamente. E eu digo: - "Porque agora, somos palhaços, a mercê de super inteligências, em competição, onde vale tudo.
Também decidi: - "Vou votar nulo"... e não me venham com demagogia baratas saídas com frequência na televisão: - "O voto é um dever cívico, vote!"...
- "Em quem?".
Luiz Carlos Pasquarelo