Após o trabalho de 775 mil pessoas e 23 mil delegados, a Conferência Nacional de Educação contava, até domingo, em Brasília, com 4 mil participantes para discutir os rumos da educação brasileira. Wilbur Schramm, do Instituto de Comunicação de Stanford, USA, comparava a comunicação ao zumzum de uma colméia. Caso as abelhas fossem proibidas de se comunicar, o equilíbrio do sistema jamais seria alcançado. A Unesco já afirmou que os veículos de comunicação possuem um importante papel a desempenhar na Educação e no progresso econômico e social em geral. Já contamos com excelentes cursos chamados on-line, ou seja, pela Internet. São muitos os alunos que já gozam deste privilégio. Compõe-se ele de aulas exemplares dadas por mestres de gabarito, que são gravadas e costumam permanecer por um determinado período em aberto, no éter, para que os alunos possam aproveitar. Com suas raízes populares, quem sabe a presidente Dilma não venha a seguir o exemplo de Nova Iorque, que promete uma internet grátis para seus habitantes em um ou dois anos. Constitui um contraste sério o avanço que a informática tomou em nosso País e o fato das aulas continuarem a ser dadas da maneira histórica e tradicional que conhecemos.
Nossos brilhantes e sérios professores merecem um esforço maior para que seus alunos consigam transpor as barreiras a fim de deixá-los satisfeitos, pois a vibração maior de um professor vem com o triunfo de seus alunos. A meu ver, todo aluno passa normalmente a fazer parte do organismo de seus professores. Não os compararia a serem como filhos, mas sim serem como fibras novas do coração.
Rui Bertoti