Jogos Abertos 2014

Tênis padrão 'ATP'

Neto del Hoyo
| Tempo de leitura: 3 min

Divulgação

Equipe do BTC: Patrick Flores, Tiago Gilioli, Alessandro Coelho, André Cury e João Pedro de Paula e Silva

O paulista João Souza, conhecido nas quadras como ‘Feijão’, é a grande atração na disputa de tênis nos 78.º Jogos Abertos. Natural de Mogi das Cruzes, ele encerra a temporada 2014 defendendo a equipe de Piracicaba na 1.ª Divisão, em duelos que começam hoje, a partir das 8h30, no Bauru Tênis Clube (BTC).

Segundo tenista do País (atrás somente de Thomaz Bellucci), Feijão entra na disputa como favorito. Sua equipe, aliás, vem reforçada de nomes como Leonardo Kirche (vice-campeão do Future de Sorocaba-2007, perdendo para Bellucci) e Ricardo Hocevar (sobrinho dos ex-tenistas Marcos e Alexandre Hocevar e que, em 2010, conseguiu furar o qualifying do Australian Open, chegando pela primeira vez a uma chave principal de Grand Slam - foi derrotado pelo ex-número 1 do mundo, Lleyton Hewitt).

Nos Jogos Abertos, o tênis é disputado nos moldes da Copa Davis. As partidas são em melhor de três, sendo dois jogos de simples e um em duplas, se necessário. Por isso mesmo, a ordem dos atletas é “segredo de Estado” das equipes. “A ordem é mantida em sigilo, pois definimos com base no adversário que estará em quadra”, confessa Alessandro Coelho, capitão da equipe do BTC que representa Bauru e hoje estreia contra Ribeirão Preto.

Além de Piracicaba, dos bauruenses e de Ribeirão, disputam o tênis na 1.ª Divisão: Franca, Jacareí, Marília, Piracicaba, Rio Claro, Santos, São Bernardo, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba, e a cidade natal de Feijão, Mogi das Cruzes.

Wander Ribeiro/Inovafoto

Feijão entra em quadra no BTC às 10h, defendendo Piracicaba

Polêmico

Com uma direita tão forte quanto sua personalidade, Feijão é hoje o segundo melhor tenista do País e 90.º no ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Nem assim conseguiu uma vaga na equipe que encarou (e venceu) a Espanha nos playoffs da Copa Davis em setembro. Preterido por Rogério Dutra Silva (284.º da ATP) e Guilherme Clezar (256.º) para as partidas no Ginásio do Ibirapuera, ele não poupou críticas ao capitão João Zwetsch, questionando a postura ética do treinador ao insinuar favorecimento a Clezar, que é seu comandado no circuito mundial.

“Sinceramente espero que não seja nada pessoal e que eu passe a receber alguma chance em convocações futuras. De qualquer maneira este pode ser um bom momento de se repensar o cargo de capitão da Copa Davis no Brasil. O ideal é fazer como na maioria dos outros países, onde a pessoa que está na posição é exclusiva da Davis e não treina outros jogadores do circuito”, disparou, à época.

Subindo

Desde então, Feijão tem conquistado bons resultados (disputou onze semifinais de challengers, obtendo quatro finais e um título, no Aberto de São Paulo). Após retornar ao Top 100 da ATP em setembro - grupo que ele não ocupava desde 16 de março de 2012, quando era o 99.º do mundo -, manteve a 90.ª posição na lista divulgada ontem. Mesmo com três derrotas em três jogos no Challenger Finals, seu último torneio antes dos Jogos Abertos, o tenista soma 593 pontos, 160 atrás de Thomaz Bellucci, o brasileiro mais bem colocado (65.º com 753 pontos).

Os Jogos Abertos encerram o ano do tenista, que já mira o Top 70 da ATP. “Foi um bom ano (o de 2014), consegui bons resultados, fui bastante regular, voltei ao Top 100 e poderei disputar o Australian Open na próxima temporada”, destaca Feijão que teve seu início de temporada comprometido por uma lesão no abdômen, em fevereiro. Isso o tirou das quadras por cinco semanas e acabou servindo de “desculpa” para que não fosse convocado para a Copa Davis.

Você sabia?

João Souza começou a jogar tênis aos nove anos de idade. Ganhou o apelido ‘Feijão’ devido a cor de sua pele (moreno) e por apreciar bastante a comida.

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