Internacional

Após sequestro de jovens, presidente do México promete mudar polícia

Folhapress
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Pressionado pelo desaparecimento e pela provável morte de 43 estudantes no Estado de Guerrero (sudoeste do México) em setembro, o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto (PRI), anunciou em discurso a líderes partidários que vai propor mudanças constitucionais para reformar a polícia no país.


Segundo investigações, os 43 estudantes foram sequestrados pela polícia na cidade de Iguala e entregues a traficantes locais; depois disso, teriam sido mortos e incinerados pelos criminosos. Acusados de serem os mandantes do crime, o ex-prefeito de Iguala e sua mulher foram presos no dia 4.


“O México não pode continuar assim. Depois de Iguala, o país tem de mudar”, discursou Peña Nieto, que tem sido alvo de protestos e acusado de omissão diante do sequestro.


O presidente disse que enviará ao Congresso projeto para unificar as forças policiais no Estados e fará uma operação especial de segurança no sudoeste mexicano, uma das áreas mais afetadas pela violência do tráfico. Prometeu, ainda, programas para impulsionar a economia da região.


CORPOS SEM CABEÇA


Onze corpos, a maioria deles decapitados, foram encontrados na quinta-feira (27) ao lado de uma estrada no Estado de Guerrero, sul do México, mesma região em que 43 alunos foram sequestrados e supostamente massacrados há dois meses, um caso que provocou protestos generalizados em todo o país. Alguns dos corpos estavam sem camisa e foram parcialmente queimados, segundo fotos publicadas pela mídia local.


Promotores de Guerrero disseram que o caso ocorreu em Chilapa, aldeia que fica no caminho da escola rural de Ayotzinapa, onde estudavam os jovens desaparecidos e onde há poucos dias foi encontrado o corpo de um padre de Uganda entre restos humanos achados em meio à busca pelos alunos.


Nesta parte do Estado, um dos mais pobres do México, duas quadrilhas de crime organizado conhecidas como Los Rojos e Los Ardillos, ambas derivadas da separação do cartel outrora poderoso dos Beltrán Leyva, levaram a violência na região a níveis sem precedentes.

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